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	<title>Gerontologia &#8211; Bless Fonoaudiologia</title>
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	<description>Thais Diniz de Carvalho, fonoaudióloga. Lavras - MG</description>
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	<title>Gerontologia &#8211; Bless Fonoaudiologia</title>
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	<item>
		<title>Emoções como uma das prováveis causas do mal de Parkinson</title>
		<link>https://fonoaudiologia.med.br/emocoes-como-uma-das-provaveis-causas-do-mal-de-parkinson/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Thais Diniz de Carvalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Jan 2013 20:49:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gerontologia]]></category>
		<category><![CDATA[Neurologia]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[disfagia]]></category>
		<category><![CDATA[neurologia]]></category>
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					<description><![CDATA[Doença neurodegenerativa, provocada pela perda de células nervosas presentes na região da substância negra do cérebro (Essa região é responsável pelos estímulos dos movimentos, &#8220;onde o paciente deixa de responder por seus movimentos, de acordo com o estágio da quadro clínico&#8221;) também caracterizada; por tremores intensos e rigidez dos membros superiores e inferiores, o Mal [&#8230;]]]></description>
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<p>Doença neurodegenerativa, provocada pela perda de células nervosas presentes na região da substância negra do cérebro (Essa região é responsável pelos estímulos dos movimentos, &#8220;onde o paciente deixa de responder por seus movimentos, de acordo com o estágio da quadro clínico&#8221;) também caracterizada; por tremores intensos e rigidez dos membros superiores e inferiores, o Mal de Parkinson, doença que&nbsp;<a href="http://www.minhavida.com.br/temas/Mal-de-Parkinson" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> </a>atinge, em geral, pessoas com idade acima dos 55 anos e tem como causa principal problemas de origem emocional, pessoas que sofrem com ansiedade e angústia, que passam por intensos&nbsp; sofrimentos/ traumas/ dores na alma.</p>



<p>Não adianta apenas tratar os sintomas com remédios. O ideal é saber a causa do problema<a href="http://www.minhavida.com.br/temas/sofrimento" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> </a>e agir sobre ela, só assim os sintomas sentidos pelo paciente serão amenizados.</p>



<p>O Tratamento tem seu início com diagnóstico neurológico após exame clínico e exames específicos como tomografias, ressonância magnética; (dentre outros que se fizerem necessários) onde dentre vários achados clínicos, onde a substância negra do cérebro será analisada e verificada se há perda ou não da mesma (relacionando com o quadro de Parkinson).</p>



<p>Após ser diagnosticado o quadro de Parkinson, o paciente deverá entrar com medicamentos específicos para o caso e, também, com o principal; tratamento de reabilitação: Fonoaudiologia, Fisioterapia, Terapia ocupacional e Psicologia para melhor suporte de caso. A equipe cuidará para que o paciente não perda suas funções normais de: Falar, andar, organização e expressão de discurso / comunicação vocal, respiração, mímica facial / tiques faciais / disfagia; (Fono), Terapia ocupacional (atividades de vida diária, como por exemplo: paciente que não consegue mais executar tarefas finas como dirigir, pentear cabelo, dirigir, escovar os dentes, dentre outros. A TO cuidará destas funções para que o paciente no venha a perder) Fisioterapia (marcha / andar/ força muscular; dentre outros) e aspectos Psicológicos (depressão, ansiedade do paciente e familiares).</p>



<p>No que se diz respeito aos aspectos emocionais, devemos lembrar que:</p>



<p>&#8220;A dor emocional provoca um aumento na produção de salsolinol, substância que mata as células nervosas responsáveis pelo controle dos movimentos. Situações traumáticas, angústia, ansiedade, cobrança excessiva e pessimismo aumentam a produção dessa substância e são grandes indicadores de um possível paciente com Mal de Parkinson&#8221;, conforme descreve o Dr. Cícero Coimbra neurologista da Unifesp, autoridade no assunto.</p>



<p>Agende seu horário conosco.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Siringomielia e/ou Hidromielia &#8211; Conhecendo para melhor tratar</title>
		<link>https://fonoaudiologia.med.br/siringomielia-e-ou-hidromielia-conhecendo-para-melhor-tratar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Thais Diniz de Carvalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Dec 2012 17:42:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gerontologia]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[disartria]]></category>
		<category><![CDATA[disfagia]]></category>
		<category><![CDATA[neurologia]]></category>
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					<description><![CDATA[A alimentação tem a função básica e primordial de manter o indivíduo com vida. Quando alguma alteração interfere direta ou indiretamente em qualquer etapa do processo de nossa alimentação, sentimos de forma intensa. Essa interferência pode ocorrer por alguma inadequação no sistema estomatognático, ou seja, na deglutição. Qualquer alteração no complexo processo já descrito é [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A alimentação tem a função básica e primordial de manter o indivíduo com vida. Quando alguma alteração interfere direta ou indiretamente em qualquer etapa do processo de nossa alimentação, sentimos de forma intensa. Essa interferência pode ocorrer por alguma inadequação no sistema estomatognático, ou seja, na deglutição.</p>



<p>Qualquer alteração no complexo processo já descrito é chamada de disfagia, que pode ter causas mecânicas, neurológicas e/ou psicológicas, além de acometer diferentes fases da deglutição.</p>



<p>As disfagias neurogênicas são transtornos de deglutição e/ou alimentação causados por doença ou trauma neurológico. As disfunções neurológicas podem afetar a ação muscular responsável pelo transporte do bolo alimentar da boca para o esôfago.</p>



<p>As disfagias orofaríngeas manifestam-se através de vários sintomas como: distúrbios na mastigação, dificuldade em iniciar a deglutição, regurgitação nasal, tosse e/ou engasgos durante as refeições.</p>



<p>Na siringomielia e/ou hidromielia; quando a lesão afeta a área bulbar, o paciente pode ter sintomas de disartria, disfagia e acometimento dos músculos da face. Como alguns autores referem, a siringomielia e/ou hidromielia deve ser considerada no diagnóstico diferencial quando ocasiona disfagia, constipação crônica e outros. Muitas vezes a disfagia pode estar associada a uma dessas patologias e iniciar o quadro por apresentar causas mais perceptíveis como: refluxo gastroesofágico, esofagites e dificuldade na coordenação da deglutição devida ao comprometimento do sistema nervoso central.</p>



<p>A reabilitação da disfagia orofaríngea como manifestação objetiva do quadro de malformação depende diretamente da precoce atuação conjunta multidisciplinar, de modo a promover um adequado desenvolvimento das estruturas e funcionalidade delas, no paciente a ser trabalhado. além do mais, fatores subjetivos como: estado emocional do paciente, suporte familiar e situação socioeconômico-cultural vão interferir diretamente na evolução da disfagia. O paciente deverá procurar algo que o satisfaça e o deixe bem consigo mesmo no âmbito corpo e mente. Caso não esteja conseguindo, o suporte psicológico será fundamental nestes casos de modo a não contribuir negativamente na miofuncionalidade do paciente.</p>



<p>Em clínica, paciente e família serão orientados quanto a novas condutas a serem adotadas diariamente com o paciente.</p>



<p>Para saber mais, agende seu horário conosco!</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Siringomielia &#8211; Você já ouviu falar?</title>
		<link>https://fonoaudiologia.med.br/siringomielia-voce-ja-ouviu-falar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Thais Diniz de Carvalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Dec 2012 17:08:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gerontologia]]></category>
		<category><![CDATA[disartria]]></category>
		<category><![CDATA[disfagia]]></category>
		<category><![CDATA[envelhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[fala]]></category>
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					<description><![CDATA[A constituição da medula espinhal é como o cérebro, uma parte central em forma de borboleta da matéria cinzenta onde predominam células nervosas e fibras nervosas envolvidas predominantemente na matéria branca. Durante todo o caminho da medula, nascem todos os nervos sensitivos e motores a partir da base da cabeça até o fim da coluna [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A constituição da medula espinhal é como o cérebro, uma parte central em forma de borboleta da matéria cinzenta onde predominam células nervosas e fibras nervosas envolvidas predominantemente na matéria branca. Durante todo o caminho da medula, nascem todos os nervos sensitivos e motores a partir da base da cabeça até o fim da coluna vertebral no cocxis. Quando aparece uma cavidade como um quisto na medula espinhal que afeta principalmente a matéria cinzenta é siringomielia, porque o buraco central muda o aspecto da medula espinhal numa flauta ou syrinx, em grego, na maioria dos casos não se sabe por que se forma.</p>



<p>Muitas podem ser as causas, como no caso de trauma, tumor, infecção, fixação da coluna vertebral na região lombar por doenças congênitas, como espinha bífida, meningocele e mielomeningocele. Mas na maioria dos casos a causa é desconhecida, não se detecta causa nenhuma.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://fonoaudiologia.med.br/wp-content/uploads/2025/02/siringomielia.jpg" alt="aspecto da medula espinhal numa flauta ou syrinx" title="Siringomielia - Você já ouviu falar? 1"></figure></div>


<p>O paciente tem alterações em algumas partes do seu corpo, especialmente nos braços, de tal maneira que nota o tato, mas não a temperatura dos objetos, por isso queima facilmente, porque não sente dor. Há perda de massa muscular e presença fraqueza da força, alterações da marcha, podendo-se chegar à deficiência caso não seja tratado por equipe multidisciplinar: equipe médica, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais.</p>



<p>Geralmente, recomenda-se a cirurgia para pacientes com siringomielia. O principal objetivo da cirurgia é o de proporcionar mais espaço para o cerebelo na base do crânio e a parte superior do pescoço, sem passar pelo cérebro ou medula espinhal. Isto permite que a cavidade primária se aplane ou desapareça. Se siringomielia for causada por um tumor, o tratamento de escolha é a remoção do tumor, o que quase sempre elimina as siringes.</p>



<p>A cirurgia permite estabilizar os sintomas ou melhorar ligeiramente na maioria dos pacientes. Atrasos no tratamento pode causar danos irreversíveis à medula espinhal. A recorrência de siringomielia após a cirurgia pode exigir operações adicionais, em alguns casos a cirurgia não gera bons resultados.</p>



<p>Em alguns doentes, pode ser necessário drenar a siringe, que pode ser alcançada através de um cateter, drenos e válvulas. Este sistema também é conhecido como derivação ventrículo-peritoneal, muito utilizado nos casos de hidrocefalia. Com a drenagem do excesso de fluidos, alivia-se dor, dores de cabeça (cefaleia) e rigidez. Normalmente, os sintomas continuam, se não corrigir a anomalia.</p>



<p>Não existem medicamentos que podem tratar e curar siringomielia. A radiação é usada frequentemente e produz poucos benefícios exceto na presença de um tumor.</p>



<p>A fisioterapia atua no alívio das dores, principalmente na fase aguda da doença, onde o paciente queixa de dor e formigamento no pescoço e nos ombros.</p>



<p>Em fonoaudiologia várias alterações a nível que altera a qualidade do paciente podem ocorrer, tais como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Disfagia/ *com risco de aspiração silenciosa e risco de pneumonia aspirativa, (tanto de fase oral,</li>



<li>fase *laríngea, fase esofagiana) fala com alterações fonéticas / disartria pela perda de força da musculatura de cabeça de pescoço.</li>



<li>Também verificamos o acúmulo de secreções e dificuldades na execução / produção de tosse produtiva para a drenagem dela, com o objetivo de deixar limpa a região de pregas vocais / traqueia e consequentemente os pulmões do paciente.</li>
</ul>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Já passou dos 50? Melhor conhecer sobre a Atrofia de Múltiplos Sistemas &#8211; veja como a fonoaudiol</title>
		<link>https://fonoaudiologia.med.br/ja-passou-dos-50-melhor-conhecer-sobre-a-atrofia-de-multiplos-sistemas-veja-como-a-fonoaudiol/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Thais Diniz de Carvalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Oct 2012 13:34:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gerontologia]]></category>
		<category><![CDATA[Neurologia]]></category>
		<category><![CDATA[fala]]></category>
		<category><![CDATA[neurologia]]></category>
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					<description><![CDATA[A AMS (sigla em inglês) Atrofia de Múltiplos Sistemas, é uma doença neurodegenerativa que afeta muitos dos sistemas que são tidos como vitais em nosso dia a dia, como: respiração, deglutição e fala; do ponto de vista fonoaudiológico. Atrofia de múltiplos sistemas (MSA) é uma desordem neurodegenerativa rara, causada pela perda celular em certas áreas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A AMS (sigla em inglês) Atrofia de Múltiplos Sistemas, é uma doença neurodegenerativa que afeta muitos dos sistemas que são tidos como vitais em nosso dia a dia, como: respiração, deglutição e fala; do ponto de vista fonoaudiológico.</p>



<p>Atrofia de múltiplos sistemas (MSA) é uma desordem neurodegenerativa rara, causada pela perda celular em certas áreas do cérebro e da medula espinal, provocando uma variedade de sintomas que afetam especialmente as funções do sistema nervoso autónomo e no sistema motor.</p>



<p>Pouco se sabe sobre a patogênese da MSA até os últimos 5 anos. Sabe-se agora a ser caracterizado por amplas gliais inclusões citoplasmáticas (GCIS), que são a marca registrada da doença. Mais recentemente, a misfolded, hiperfosforilada fibrilar α-sinucleína foi identificado como o principal componente de GCIS. A densidade de GCI contendo α-sinucleína correlaciona-se significativamente com a deterioração neuronal e duração da doença. Outra proteína importante, p25α foi encontrado para estimular α-sinucleína in vitro. Pensa-se que pode haver dois processos genéticos e ambientais que contribuem para estes processos patológicos.</p>



<p>A presença de GCIS está associada à perda neuronal nos gânglios da base, cerebelo, ponte, núcleos olivares inferior e da medula espinhal, por conseguinte, dando origem ao espectro de sintomas e resultados clínicos. A doença é muitas vezes definida no momento da manifestação inicial de qualquer motor ou recursos autonômicos, embora subclínica neuropatologia é provável que comece vários anos antes que a doença manifesta.</p>



<p>A fala tende a ficar mais lenta, mais baixa, menos precisa na articulação e há maior de esforço para comunicar-se, na AMS Normal Também podemos encontrar:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Face: hipomímica, com movimento simétrico, lento e de amplitude diminuída.</li>



<li>Mandíbula: movimentação lenta, de amplitude diminuída no sentido vertical e horizontal.</li>



<li>Língua: presença de tremor em repouso e posturas sustentadas, movimento lentificado e de amplitude reduzida em movimento.</li>



<li>Velofarínge: sem escape nasal na emissão.</li>
</ul>



<p>As caraterísticas vocais mais encontradas e com mais necessidades de se trabalhar nestes pacientes são: audiologicamente chamada de monopitch e monoloudness), flutuação de intensidade, ressonância laríngea com compensação nasal, jatos de fala, pausas inadequadas, imprecisão articulatória e diadococinesia da fala alterada em ritmo e precisão.</p>



<p>Os sintomas de fala e voz aparecem por volta de 1 ano após o início dos sintomas motores; a disartrofonia apresentada é do tipo mista, mesclando os componentes hipocinético, atáxico e espástico, com predomínio do componente hipocinético; e deste modo diferenciando-se da disartrofonia parkinsoniana, principalmente quanto à gravidade em relação ao tempo de doença e o tipo de disartrofonia.</p>



<p>Disfagia causada por atrasos nas fases oral e faríngea da deglutição, em combinação com distúrbios do esfíncter laringe (via aérea e sensorial) e esofágica pode levar tanto pneumonia por aspiração e aspiração aguda, caso não tratada, por fonoaudiólogo, podendo levar a óbito.</p>



<p>Como percebemos, muito há o que se trabalhar em múltiplos sistemas. O paciente necessita ser avaliado e uma conduta/ planejamento individual e contínua deve ser aplicado em cada caso, para uma boa evolução de caso/ qualidade de vida e evitarmos ao máximo uma progressão negativa de caso a curto prazo.</p>



<p>Consulte seu fonoaudiólogo, marque um horário, aguardamos por você e temos sempre o melhor pelo seu caso!!!</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Memória e seus mistérios…</title>
		<link>https://fonoaudiologia.med.br/memoria-e-seus-misterios/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Thais Diniz de Carvalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Apr 2010 21:21:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gerontologia]]></category>
		<category><![CDATA[Neurologia]]></category>
		<category><![CDATA[AVC]]></category>
		<category><![CDATA[AVE]]></category>
		<category><![CDATA[envelhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[memória]]></category>
		<category><![CDATA[neurologia]]></category>
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					<description><![CDATA[A memória pode ser definida como a capacidade de adquirir,&#160;guardar e lembrar informações, sempre que precisamos recordar de algo acontecido. Essas informações podem ser armazenadas por períodos diferentes: segundos, meses, anos; etc. Existem três tipos básicos de memória: Memória de curto prazo: Depende do sistema límbico, o centro das emoções, que está envolvido nos processos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A memória pode ser definida como a capacidade de adquirir,&nbsp;guardar e lembrar informações, sempre que precisamos recordar de algo acontecido. Essas informações podem ser armazenadas por períodos diferentes: segundos, meses, anos; etc.</p>



<p>Existem três tipos básicos de memória:</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Memória de curto prazo:</strong></h2>



<p>Depende do sistema límbico, o centro das emoções, que está envolvido nos processos de retenção e consolidação de informações novas. Hoje em dia também se supõe que a consolidação temporária da informação envolve estruturas como o hipocampo, a amígdala, o córtex entorrinal e o giro para-hipocampal, sendo depois transferida para as áreas de associação do neocórtex parietal e temporal. As vias que chegam e que saem do hipocampo também são importantes para o estudo da anatomia da memória. A partir daí ocorre então, o armazenamento de informações que reverberam no circuito ainda por algum tempo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Memória operacional:</strong></h2>



<p>Compreende um sistema de controle de atenção (executivo central), auxiliado por dois sistemas de suporte (de natureza vísuo-espacial e outro de natureza fonológica) que ajudam no armazenamento temporário e na manipulação das informações. O executivo central tem capacidade limitada e função de selecionar estratégias e planos, tendo sua atividade relacionada ao funcionamento do lobo frontal, que supervisiona as informações. Também o cerebelo está envolvido na memória operacional. No sistema fonológico, a articulação subvocal auxilia na manutenção da informação; lesões nos giros supra marginal e angular do hemisfério esquerdo geram dificuldades na memória verbal auditiva de curta duração. Esse sistema está relacionado à aquisição de linguagem.</p>



<p>Através dela armazenamos temporariamente informações que serão úteis apenas para o raciocínio imediato e a resolução de problemas, ou para a elaboração de comportamentos, podendo ser esquecidas logo a seguir. Em outras palavras, ela mantém a informação viva durante poucos segundos ou minutos, enquanto ela está sendo percebida ou processada. Armazenamos em nossa memória operacional, por exemplo, o local onde estacionamos o automóvel, uma informação que será necessária até o momento de chegarmos até o carro. Esta forma de memória é sustentada pela atividade elétrica de neurônios do córtex pré-frontal (a área do lobo frontal anterior ao córtex motor).</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Memória de Longo Prazo:</strong></h2>



<p><strong>Memória explícita</strong>: Depende de estruturas do lobo temporal medial (incluindo o hipocampo, o córtex entorrinal e o córtex para-hipocampal) e do diencéfalo. Pacientes com disfunção dos lobos frontais têm mais dificuldades para a memória episódica do que para a memória semântica; ou seja, paciente apresenta menores dificuldades para lembrar nomes e significados de várias nomenclaturas ou classes do que para lembrar situações ou momentos de sua vida. Já lesões no lobo parietal esquerdo apresentam prejuízos na memória semântica, relativo ao significado das coisas.</p>



<p>Abaixo, algumas considerações importantes:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Memória episódica</strong> &#8211; quando envolve eventos datados, isto é relacionado ao tempo. Usamos a memória episódica, por exemplo, quando lembramos do ataque terrorista em 11 de setembro.</li>



<li><strong>Memória semântica </strong>&#8211; Abrange a memória do significado das palavras (do latim &#8220;significado&#8221;). É a coparticipação partilhada do significado de uma palavra que possibilita às pessoas manterem conversas com significado. A memória semântica ocorre quando envolve conceitos atemporais. Usamos este tipo de memória ao aprender que Einstein criou a teoria da relatividade, ou que a capital da Itália é Roma.</li>
</ul>



<p><strong>Memória implícita</strong>: relativo ao aprendizado de atos motores. A aprendizagem de habilidades motoras depende de aferências corticais de áreas sensoriais de associação para o corpo estriado ou para os núcleos da base. O condicionamento das respostas da musculatura esquelética depende do cerebelo, enquanto o condicionamento das respostas emocionais depende da amígdala. É a memória para procedimentos e habilidades, por exemplo, a habilidade para dirigir, jogar bola, dar um nó no cordão do sapato e da gravata etc. Pode ser de quatro subtipos.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>memória adquirida</strong> e evocada por meio de &#8220;dicas&#8221; (Priming) (ou memória de representação perceptual) &#8211; que corresponde à imagem de um evento, preliminar à compreensão do que ele significa. Um objeto, por exemplo, pode ser retido nesse tipo de memória implícita antes que saibamos o que é, para que serve etc. Considera-se que a memória pode ser evocada por meio de &#8220;dicas&#8221; (fragmentos de uma imagem, a primeira palavra de uma poesia, certos gestos, odores ou sons).</li>



<li><strong>memória de procedimentos</strong> &#8211; refere-se às habilidades e hábitos. Conhecemos os movimentos necessários para dar um nó em uma gravata, nadar, dirigir um carro, sem que seja preciso descrevê-lo verbalmente.</li>



<li><strong>memória associativa</strong></li>



<li><strong>memória não-associativa</strong> &#8211; Estas duas últimas estão estreitamente relacionadas a algum tipo de resposta ou comportamento. Empregamos a memória associativa, por exemplo, quando começamos a salivar pelo simples fato de olhar para um alimento apetitoso, por termos, em algum momento de nossa vida associado seu aspecto ou cheiro à alimentação. Por outro lado, usamos a memória não associativa quando, sem nos darmos conta, aprendemos que um estímulo repetitivo, por exemplo, o latido de um cãozinho, não traz riscos, o que nos faz relaxar e ignorá-lo.</li>
</ul>



<p>Qualquer evento que altere o estado normal da memória, poderá resultar na dificuldade em reter, manter ou resgatar fatos, situações, nomes de pessoas, objetos dentre outros. Quando isso ocorre a indicação é sempre o trabalho multidisciplinar base&nbsp;envolvendo: neurologista, fonoaudiólogo, psicólogo e geriatra.</p>



<p>Alterações na memória? Marque sua avaliação conosco!</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Disfagia &#8211; Saber é poder, poder é tratar!</title>
		<link>https://fonoaudiologia.med.br/disfagia-saber-e-poder-poder-e-tratar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Thais Diniz de Carvalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Mar 2010 21:01:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Disfagia]]></category>
		<category><![CDATA[Gerontologia]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[AVC]]></category>
		<category><![CDATA[AVE]]></category>
		<category><![CDATA[disartria]]></category>
		<category><![CDATA[disfagia]]></category>
		<category><![CDATA[flacidez]]></category>
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					<description><![CDATA[O termo disfagia pode se referir tanto à dificuldade de iniciar a deglutição (geralmente denominada disfagia orofaríngea) quanto à sensação de que alimentos sólidos e/ou líquidos estão retidos de algum modo na sua passagem da boca para o estômago (geralmente denominada disfagia esofágica). A disfagia orofaríngea também pode ser denominada disfagia &#8220;alta” ou &#8220;baixa&#8221; conforme [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O termo disfagia pode se referir tanto à dificuldade de iniciar a deglutição (geralmente denominada disfagia orofaríngea) quanto à sensação de que alimentos sólidos e/ou líquidos estão retidos de algum modo na sua passagem da boca para o estômago (geralmente denominada disfagia esofágica).</p>



<p>A disfagia orofaríngea também pode ser denominada disfagia &#8220;alta” ou &#8220;baixa&#8221; conforme sua localização.</p>



<p>A disfagia alta é a nível de cavidade oral e “início da garganta” e é caracterizada por inúmeras características; dentre elas:&nbsp;mastigação lenta, diminuição dos movimentos mastigatórios, bolo alimentar não bem formado, resíduos alimentares após a deglutição.</p>



<p>A disfagia esofágica também pode ser denominada disfagia &#8220;baixa&#8221;, referindo-se a uma provável localização no esôfago, (canal por onde passa a comida, localizado na garganta). Esta suspeita é reforçada quando uma disfagia intermitente para sólidos e líquidos estiver associada a dor torácica. A Disfagia que ocorre apenas para sólidos, mas nunca para líquidos, sugere a possibilidade de uma dificuldade alimentar a nível de esôfago; uma obstrução, como por exemplo.</p>



<p>A disfagia é um problema comum, sua incidência pode chegar a 33% nos atendimentos de urgência, e estudos em asilos de idosos tem mostrado que de 30 a 40% dos pacientes tem distúrbios de deglutição, resultando em alta incidência de complicações por aspiração. Mas se não tratada adequadamente, pode levar o paciente a óbito.</p>



<p>Há poucas opções de tratamento para a disfagia orofaríngea, pois os distúrbios neuromusculares e neurológicos que a produzem dificilmente podem ser corrigidos por tratamento clínico ou cirúrgico, sondas.</p>



<p>Na atualidade, o tratamento que tem se mostrado mais eficaz e sem contraindicação, quando ministrado por especialistas no assunto, é o tratamento ministrado por um fonoaudiólogo em consoante com equipe médica (gastroenterologistas, neurologistas, nutricionistas; dentre outros).&nbsp;</p>



<p>Em fonoaudiologia, uma investigação minuciosa é realizada e várias técnicas terapêuticas têm sido empregadas&nbsp;para ajudar na deglutição&nbsp;saudável e funcional do paciente, contribuindo, dentre outras,&nbsp;para a não colocação da sonda quando ele não consegue se alimentar.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>&nbsp;Podemos detectar a disfagia, levando-se em consideração alguns sinais que o paciente dá; tais como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Dificuldade em iniciar a deglutição</li>



<li>Regurgitação nasal</li>



<li>Tosse</li>



<li>Fala anasalada</li>



<li>Redução no reflexo de tosse</li>



<li>Engasgamento (note que a aspiração e penetração laríngeas podem ocorrer sem tosse ou tosse).</li>



<li>Disartria e diplopia (podem acompanhar condições neurológicas que causam disfagia orofaríngea).</li>



<li>A halitose pode estar presente em pacientes com presença de resíduos alimentares e na presença de patologias específicas.</li>
</ul>



<p>Em síntese, o paciente precisa ser avaliado sempre que houver a suspeita de qualquer um dos sinais/sintomas acima. Cuidadores, familiares, acompanhantes; todos devem estar atentos a qualquer um desses sintomas.</p>



<p>Quer certificar a presença da disfagia ou tem dúvidas???</p>



<p>Procure por um&nbsp;especialista, o fonoaudiólogo mais próximo de você!!</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Dificuldades na comunicação e como perceber &#8211; Em idosos!!</title>
		<link>https://fonoaudiologia.med.br/dificuldades-na-comunicacao-e-como-perceber-em-idosos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Thais Diniz de Carvalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 May 2009 15:34:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gerontologia]]></category>
		<category><![CDATA[Neurologia]]></category>
		<category><![CDATA[afasia]]></category>
		<category><![CDATA[AVC]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[envelhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[gerontologia]]></category>
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					<description><![CDATA[Afasia &#8211; Uma Abordagem Luriana A afasia é definida como um distúrbio na percepção e expressão da linguagem, é uma alteração&#160;na comunicação e da formulação do pensamento. Uma pessoa afásica, apresenta dificuldades na compreensão e na emissão da fala e da linguagem, adquirida em consequência de uma lesão nas áreas cerebrais responsáveis pela fala ou [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Afasia &#8211; Uma Abordagem Luriana</strong></h2>



<p>A afasia é definida como um distúrbio na percepção e expressão da linguagem, é uma alteração&nbsp;na comunicação e da formulação do pensamento. Uma pessoa afásica, apresenta dificuldades na compreensão e na emissão da fala e da linguagem, adquirida em consequência de uma lesão nas áreas cerebrais responsáveis pela fala ou pela compreensão das palavras faladas. Podendo ter diferentes causas, tais como: um acidente vascular cerebral, um trauma cranioencefálico ou um aneurisma.</p>



<p>A linguagem do afásico é reduzida e simplificada ao máximo, ou desviada semântica, fonêmica e morfologicamente da linguagem normal. A compreensão apresenta-se com dificuldades, necessitando de pistas, repetições, apoios e ordens bem curtas e objetivas para serem mais bem recebidas. Conforme o local exato da lesão cerebral serão determinados tipos diferentes de alterações. Abaixo, as principais classificações, conforme Lúria:</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Afasia Total:</strong></h3>



<p>A afasia é chamada total quando compromete todas as modalidades de linguagem. Tanto a recepção quanto a emissão estão comprometidas. A comunicação é inexistente. É a forma mais grave, geralmente acompanhada de outros comprometimentos neurológicos e motores.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Afasia de Wernicke:</strong></h3>



<p>Estão comprometidas tanto a compreensão como a expressão, entretanto sem a existência de dificuldades na articulação das palavras. Poderá haver um predomínio de dificuldade na área semântica quando o indivíduo consegue emitir perfeitamente as palavras, porém não compreende o que lhe é solicitado, quando quer se expressar tem dificuldades, por exemplo, sua intenção é a emissão da palavra &#8220;mesa&#8221;, mas fala &#8220;cadeira&#8221;, ou ainda um predomínio maior na área fonêmica, quando ao invés de articular &#8220;lua&#8221; substitui por &#8220;sua&#8221; ou &#8216;nua&#8217;, pois os significados distintos não são percebidos pelo indivíduo afásico.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Afasia de Broca:</strong></h3>



<p>A expressão oral encontra-se alterada, acompanhada de redução de linguagem. O&nbsp;indivíduo não consegue articular os sons, tem dificuldade em reconhecer os chamados pontos de articulação (por exemplo: na emissão do p, juntamos os lábios e esta associação não é feita), existe dificuldade também na área de cálculos e escrita. Também ocorrem os chamados jargões, o indivíduo utiliza sempre uma mesma palavra ou frase curta para diferentes situações de comunicação.</p>



<p>* Essa classificação é didática e a afasia poderá apresentar-se em vários níveis de comprometimento.</p>



<p>A atuação fonoaudiológica junto aos pacientes afásicos tem sido primordial na recuperação total ou parcial, dependendo de cada caso, da linguagem e fala. Hoje em dia sabe-se que algumas partes do cérebro podem assumir em parte outras que estejam comprometidas. Quanto mais são estimuladas as funções neuronais, maiores as possibilidades de respostas, é a chamada plasticidade neuronal.</p>



<p>Independente do grau ou tipo de afasia existente, a reeducação das funções da fala e da linguagem é sempre válida e deve ser iniciada o quanto antes melhorando assim o prognóstico.</p>



<p>É prioritário que a família se envolva com a recuperação, estimulando o afásico a buscar sempre a comunicação e jamais o isolamento.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Classificação de Luria</strong></h2>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>SÍNDROMES DE AFASIAS LURIANAS</strong></h3>



<p>A partir de um estudo de pacientes com distúrbios de linguagem consequentes de traumatismo cerebral, Luria em 1970 descreveu sete tipos de afasias:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>afasia motora eferente (cinética);</li>



<li>afasia dinâmica frontal;</li>



<li>afasia pré-motora;</li>



<li>afasia aferente (apraxia);</li>



<li>afasia sensorial (acústica);</li>



<li>afasia acústico-mnésica;</li>



<li>afasia semântica.</li>
</ul>



<p>Através do mapeamento dos pontos de lesão em soldados feridos, e examinando sua associação com distúrbios de fala e linguagem, Luria conseguiu estabelecer uma correlação entre as síndromes das afasias citadas acima e os territórios cerebrais lesados.</p>



<p>É importante levar em conta que Luria organizou sua classificação das afasias com base em ferimentos causados por artilharia. São necessários maiores estudos para confirmar a relevância desse sistema de classificação para os casos de acidente vascular cerebral.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Afasia Motora Eferente (cinética):</h3>



<p>Os pacientes que apresentam afasia motora eferente possuem dificuldades para traduzir os pensamentos em linguagem, embora sejam capazes de pronunciar facilmente sons isolados, não conseguem produzir esses mesmos sons como parte de uma palavra inteira.</p>



<p>Particularmente, os afásicos motores eferentes têm dificuldades em mudar de uma posição articulatória para outra, sendo assim seu distúrbio de fala é mais aparente na pronúncia de palavras multi-silábicas ou de combinações de palavras.</p>



<p>Segundo Luria, existem dois componentes essenciais da afasia motora eferente, sendo que o primeiro envolve a perda da organização seriada da fala e o segundo produz uma perturbação de fala externa. A determinação da estrutura predicativa e dos esquemas dinâmicos da produção da fala subsequente faz parte da formulação da fala interna.</p>



<p>Portanto, uma ruptura da fala interna nesses pacientes torna impossível a formulação de frases, tornando-se ausentes da fala cotidiana dos afásicos motores eferentes. Do mesmo modo, a perda da fala interna causa a ruptura do esquema dinâmico das palavras, que leva à perda do significado predicativo das palavras, e torna a articulação das palavras também impossível.</p>



<p>A afasia motora eferente também vai causar uma perturbação na escrita parecido com o distúrbio da fala. Muitos têm hemiparesia direito concomitante, associada à lesão envolvendo a região pré-motora inferior do hemisfério esquerdo.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Afasia Dinâmica Frontal:</strong></h3>



<p>Os pacientes com afasia dinâmica frontal são capazes de pronunciar palavras (repetição) e distinguir sons falados, mas têm privação da fala espontânea e raramente se utilizam da fala para se comunicar.</p>



<p>A deficiência da escrita é semelhante à da fala. Embora estes afásicos possam seguir instruções simples, a compreensão também é deficiente, bem como a leitura em voz alta. Hemiplegia e hemiparesia são comuns nesse tipo de afasia. Segundo Luria, a lesão se situa geralmente na parte inferior do lobo frontal esquerdo, imediatamente anterior à área de Broca.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Afasia Pré-Motora:</strong></h3>



<p>A afasia pré-motora é causada por lesões nas porções medial e superior da área pré-motora. Caracteriza-se pela perda da suavidade da fala, agramatismo e comprometimento da compreensão, da entonação e da perseveração.</p>



<p>Pacientes com afasia pré-motora têm uma pronúncia vagarosa de sons isolados e de palavras, fazendo longas pausas na transição de uma palavra para outra, e cada palavra é pronunciada com grande esforço. No entanto, a afasia pré-motora não é simplesmente representada por um distúrbio da fala motora, mas representa principalmente uma perturbação da fala interna. Particularmente, o paciente parece incapaz de guardar a esquematização da fala interna, o que conduz à fala hesitante e a uma redução da complexidade gramatical das frases produzidas. A linguagem oral e escrita se caracteriza por curtos fragmentos de frases. Os afásicos pré-motores têm uma fala monótona e, uma vez criados os padrões articulatórios, não conseguem suprimi-los, o que conduz à perseveração. A compreensão também está comprometida, de maneira que pode ser preciso repetir muitas vezes até que o paciente compreenda e, ainda assim, talvez só tenham entendimento parcial de uma exposição.</p>



<p>Luria sugere que o distúrbio básico nos pacientes com afasia pré-motora não é uma deficiência na capacidade de criar articulações, e sim uma perturbação na automaticidade da fala contínua em consequência da perturbação dos esquemas da fala. A maioria dos casos apresenta uma hemiparesia direita concomitante.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Afasia Aferente (apraxia):</strong></h3>



<p>O traço mais proeminente da afasia motora aferente é a incapacidade do paciente para determinar com presteza as posições dos componentes do mecanismo da fala (por exemplo, lábios e língua) necessários para articular os sons requeridos. Desse modo, um determinado som isolado pode ser articulado de maneiras diferentes, dependendo das sílabas onde ele ocorre. Essa dificuldade está presente tanto da fala espontânea como na receptiva.</p>



<p>Segundo Luria, a perturbação na fala expressiva envolve a dificuldade de encontrar os movimentos articulatórios necessários à pronúncia de sons isolados e de sequências de sons que se combinam para formar as palavras e as frases. Em outras palavras, esse distúrbio envolve uma perturbação apráxica dos órgãos da fala. Ao contrário das três síndromes de Luria associadas a lesões pré-motoras descritas acima, os aspectos da fala não estão comprometidos na afasia motora aferente. Embora nos casos graves o paciente não saiba como colocar a língua, os lábios etc., nos casos leves o paciente pode apenas confundir as posições para articulem as semelhantes, o que leva à substituição dos fonemas das palavras (por exemplo, parafrasia literal).</p>



<p>Déficit de escrita e leitura também estão presentes nesta afasia, bem como dispraxia ideomotora da musculatura faríngea, lingual e oral. Em alguns casos há ocorrência direita afetando mais o braço do que a perna. Segundo Luria, a lesão associada à afasia motora aferente está situada nas partes inferiores da área pós-central do hemisfério esquerdo (por exemplo, região parietal inferior esquerda).</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Afasia Sensorial (acústica):</strong></h3>



<p>A afasia sensorial (acústica) está associada a lesões nas partes superiores do lobo temporal. Os principais sintomas incluem perturbações da audição fonêmica, perda do significado das palavras, dificuldade de nomear objetos, presença de parafasias literal e verbal, além de problema na escrita.</p>



<p>A perturbação na audição fonêmica leva a um colapso das atividades linguísticas que requerem discriminações de sons. Essas atividades incluem o entendimento da linguagem, a nomeação de objetos e a lembrança de palavras. A dificuldade de compreender a linguagem falada (a perda do significado das palavras) decorre da perda da capacidade para discriminar entre fonemas com sons associados. Do mesmo modo, por não mais possuir um sistema de linguagem fonético diferenciado, o afásico sensorial encontra dificuldades para nomear objetos e para lembrar-se das palavras necessárias, fazendo então a substituição por fonemas e palavras incorretas (erros parafásicos). Em consequência dessa deficiência de sistema de linguagem fonêmico, estes são incapazes de monitorar sua própria fala e, portanto, não têm consciência dos seus erros. Assim, sendo, não podemos corrigi-los, de modo que sua fala se converte num jargão vazio, em que os componentes nominativos (substantivos) estão ausentes e sua produção fica reduzida a interjeições e expressões habituais. Os aspectos melódicos e a entonação da fala, porém, permanecem intactos.</p>



<p>Além da perda da audição de fonemas, o aspecto semântico da linguagem também está comprometido.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Afasia Acústico-Mnésica:</strong></h3>



<p>Lesões na parte posterior-inferior do lobo temporal provocam uma perturbação na memória audiovisual que acarreta a afasia acústico-mnésica. Pacientes com esta afasia têm dificuldades para reter palavras em série. Embora consigam reter palavras isoladas e repeti-las minutos depois, esses pacientes não conseguem reter uma série curta de palavras faladas, sendo capazes de reter apenas a primeira ou a última, na maior parte dos casos.</p>



<p>Na fase aguda, após o surgimento da condição afásica, o paciente pode apresentar dificuldade de compreender a fala de outras pessoas, mas em geral esse sintoma desaparece rapidamente. Neste caso a audição está preservada, as parafasias estão ausentes e a escrita também é mantida.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Afasia Semântica:</strong></h3>



<p>A afasia semântica é causada por lesões na região occipito-parieto-temporal do hemisfério esquerdo. O distúrbio da linguagem observado nesta condição não se baseia em déficit de audição nem em déficit de memória, mas representa uma perturbação das relações lógico-gramaticais. Esta afasia é caracterizada por uma incapacidade de sintetizar eventos isolados simultâneos em uma unidade significativa.</p>



<p>Os afásicos semânticos sofrem uma perda interna da estrutura semântica das palavras. Eles não têm dificuldade para ouvir e entender palavras isoladas e falam com fluência.</p>



<p>Sua audição fonêmica permanece intacta, e não demonstram esquecimento do significado primário das palavras. Frequentemente, a única perturbação de linguagem aparente é uma deficiência na nomeação de objetos, mas testes mais minuciosos revelam que, embora esses pacientes pareçam entender o sentido geral do discurso, são incapazes de perceber a relação gramatical entre as palavras, porque não podem ver a totalidade complexa da associação de palavras. Consequentemente, são incapazes de processar ou decodificar informações de acordo com as regras lógico-gramaticais da linguagem. Assim, embora a capacidade de entender palavras isoladas esteja preservada, os afásicos semânticos são incapazes de apreender o sentido de uma frase inteira. É comum a presença de distúrbio concomitante na orientação espacial, bem como dificuldades de computação (acalculia). A escrita apresenta perturbação similar à da fala.</p>



<p>Marque sua avaliação, converse com seu fonoaudiólogo!!</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Qualidade de Vida do Idoso</title>
		<link>https://fonoaudiologia.med.br/qualidade-de-vida-do-idoso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Thais Diniz de Carvalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Feb 2009 22:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gerontologia]]></category>
		<category><![CDATA[envelhecimento]]></category>
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					<description><![CDATA[A Fonoaudiologia atua com o paciente idoso (Fonoaudiologia Gerontológica), independente de sua idade cronológica, tem como objetivos principais: Na Fonoaudiologia Gerontológica, o fonoaudiólogo atua com eficácia nas Síndromes Demenciais onde as principais alterações clínicas são: o comprometimento da memória e outros distúrbios como: apraxia, agnosia, afasia ou alterações da função executiva, também incluem déficit de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A Fonoaudiologia atua com o paciente idoso (Fonoaudiologia Gerontológica), independente de sua idade cronológica, tem como objetivos principais:</p>



<ol class="wp-block-list"></ol>



<ol class="wp-block-list">
<li>Diagnosticar alterações auditivas (perda de audição progressiva e sua associação a possíveis patologias existentes), vestibulares (tontura, vertigem, desequilíbrio corporal);</li>



<li>intervir nos distúrbios da comunicação (Fala, leitura e escrita com prejuízos após alterações neurológicas);</li>



<li>Reequilibrar alterações mio funcionais (Mastigação, deglutição, respiração );</li>



<li>Evitar possíveis danos nos processos fonatórios e cognitivos (Doenças degenerativas/ manutenção da qualidade de vida);</li>



<li>Facilitar o retorno á alimentação por via oral, visando a reabilitação dos órgãos envolvidos com a aparelhagem fonatória, quando paciente está fazendo uso de sonda;</li>



<li>Diminuir ou evitar o uso de sondas enterais;</li>



<li>Evitar internação ou reinternação por recorrência ou ocorrência de pneumonia aspirativa, como por exemplo.</li>
</ol>



<p>Na Fonoaudiologia Gerontológica, o fonoaudiólogo atua com eficácia nas Síndromes Demenciais onde as principais alterações clínicas são: o comprometimento da memória e outros distúrbios como: apraxia, agnosia, afasia ou alterações da função executiva, também incluem déficit de atenção e concentração, alterações do comportamento e sinais psiquiátricos. Algumas formas de demências acontecem na doença de Alzheimer, doença de Pick, distúrbios degenerativos subcorticais, demências vasculares, neoplásicas, traumáticas, inflamatórias, tóxicas e metabólicas, doenças mielínicas associadas às demências. O tratamento fonoaudiológico tem como objetivo: Preservar, manter e desenvolver a independência emocional, física e social do paciente (qualidade de vida);</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Favorecer atitudes que encorajem a individualidade do paciente com o adulto, sua dignidade, seu autorrespeito e sua capacidade de escolha;</li>



<li>Buscar a adequação comportamental e o alívio do stress do paciente, dos familiares e cuidadores;</li>



<li>Estimular a interação e aspectos de comunicação social;</li>



<li>Promover um ambiente adequado para a realização das suas rotinas diárias;</li>



<li>Melhorar a qualidade de vida em geral do idoso.</li>
</ul>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Atuação da Fonoaudiologia na Disfagia</title>
		<link>https://fonoaudiologia.med.br/atuacao-da-fonoaudiologia-na-disfagia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Thais Diniz de Carvalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Feb 2009 22:18:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Disfagia]]></category>
		<category><![CDATA[Gerontologia]]></category>
		<category><![CDATA[AVC]]></category>
		<category><![CDATA[disfagia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://fonoepsi.com.br/?p=82</guid>

					<description><![CDATA[Disfagia é um distúrbio da deglutição, em diferentes fases: preparatória oral, faríngea e esofágica, afetando crianças e adultos. A deglutição acontece de forma imprecisa e lenta, com diferentes alimentos. Não é uma doença e sim um sintoma de um AVC ou um traumatismo craniano, como por exemplo. Os principais sintomas são: A Reabilitação Fonoaudiológica trata-se de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Disfagia é um distúrbio da deglutição, em diferentes fases: preparatória oral, faríngea e esofágica, afetando crianças e adultos. A deglutição acontece de forma imprecisa e lenta, com diferentes alimentos. Não é uma doença e sim um sintoma de um AVC ou um traumatismo craniano, como por exemplo. <em>Os principais sintomas são</em>:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>» tosse, durante ou após deglutição ou &#8220;voz molhada&#8221;;</li>



<li>» pigarro durante ou após deglutição;</li>



<li>» modificação na dieta (consistência, quantidade);</li>



<li>» presença de sialorréia;</li>



<li>» variação de peso;</li>



<li>» incoordenação respiratória enquanto dorme;</li>



<li>» mudança na postura de cabeça durante alimentação;</li>



<li>» utilização de algum medicamento.<em>As causas mais comuns da disfagia são problemas neurológicos como:</em></li>



<li>» AVC (acidente vascular cerebral) e TCE (traumatismo crânio encefálico);</li>



<li>» doença de Parkinson;</li>



<li>» mal de Alzheimer;</li>



<li>» miastenia grave;</li>



<li>» disfagia muscular;</li>



<li>» esclerose lateral amiotrófica (ELA);</li>



<li>» paralisia cerebral.</li>
</ul>



<p><em>A Reabilitação Fonoaudiológica t</em>rata-se de restabelecer a função normal, ou compensatória, fazendo com que o paciente consiga se alimentar normalmente e reduzindo a probabilidade da utilização ou indicação do uso de sondas para a alimentação; acontecendo em 2 níveis: </p>



<p>1. A reabilitação propriamente dita, pode ser feita através das técnicas passivas e ativas </p>



<p>2. O gerenciamento das alterações de deglutição e treinamento junto ao paciente e familiares.</p>



<p>Conheça mais, converse com seu fonoaudiólogo!!<br><br>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Conhecendo o parkinsoniano…</title>
		<link>https://fonoaudiologia.med.br/conhecendo-o-parkinsoniano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Thais Diniz de Carvalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Feb 2009 11:33:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gerontologia]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[neurologia]]></category>
		<category><![CDATA[parkinson]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://fonoepsi.com.br/?p=92</guid>

					<description><![CDATA[A doença de Parkinson é uma patologia neurológica que aparece como resultado de uma perda de neurônios pigmentados, localizados na substância negra do mesencéfalo. Estes neurônios têm como função à produção de dopamina como neurotransmissor. A dopamina exerce uma função inibidora importante no controle central dos movimentos. (BRUNNER, 2000: 1512) &#8220;É considerado uma síndrome extrapiramidal, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A doença de Parkinson é uma patologia neurológica que aparece como resultado de uma perda de neurônios pigmentados, localizados na substância negra do mesencéfalo. Estes neurônios têm como função à produção de dopamina como neurotransmissor. A dopamina exerce uma função inibidora importante no controle central dos movimentos. (BRUNNER, 2000: 1512) &#8220;É considerado uma síndrome extrapiramidal, na qual ocorre uma degeneração da substância negra, com envelhecimento de sua estrutura, sendo um processo lento, progressivo e irreversível&#8221; (MALTA, 1992: 01). As principais características clínicas, em fonoaudiologia, encontradas nos indivíduos com Doença de Parkinson são: &#8211; Disartria extrapiramidal (dificuldades na articulação dos sons, presença de distorção dos mesmos)&#8230; Aumento da velocidade da fala, redução da inteligibilidade de conversação&#8230; Redução da habilidade de elevar a língua e da inteligibilidade da descrição, movimentos incoordenados da língua na fala, Disfagia (dificuldades na alimentação, onde o idoso não consegue se alimentar).</p>



<p>Na Doença de Parkinson existe uma lesão no sistema extrapiramidal que é responsável pela regulação dos movimentos automáticos, assim como pela regulação do tônus e da postura. (MACHADO, 2000: 310). Uma lesão neste sistema, não provoca paralisia (ausência total dos movimentos), mas a presença de movimentos involuntários, espontâneos e alterações no tônus. Os distúrbios clínicos encontrados nos portadores de doença de Parkinson são: tremor, rigidez, bradicinesia e instabilidade postural.</p>



<p>&#8220;O parkinsonismo ocorre com maior frequência a partir dos 50 ou 60 anos de idade, tem um início insidioso e é lentamente progressivo em todos os pacientes, embora o grau e o índice do desenvolvimento da doença variem de caso para caso.&#8221; (MURDOCH, 1997: 206).<br>De acordo com (BITTENCOURT, TROIANO E COLLARES, VOL. 30, 2001: 38),esta doença acomete qualquer indivíduo independente de sua composição étnica &#8211; econômico &#8211; cultura e social. Aceita &#8211; se uma prevalência de 85 &#8211; 187 / 100.000 habitantes manifestando &#8211; se entre 50 &#8211; 60 anos de idade. Além disso, é aceito que 5 a 10 % dos pacientes com Doença de Parkinson possui um caráter familial hereditário de transmissão autossômica dominante.<br>&#8220;Homens e mulheres parecem ser igualmente afetados. O Parkinsonismo se coloca atrás das doenças cerebrovasculares e da artrite como a terceira doença crônica mais comum da faixa etária adulta avançada. A incidência e a prevalência aumentam com a idade, sendo mais comum entre a sexta e a oitava década de vida.</p>



<p>A expectativa de vida hoje é próxima da normal, mas há um risco duas vezes maior de morte estreitamente relacionada com as quedas devidas a distúrbios na marcha.&#8221;(JAIN e FRANCISCO, 2002: 1090).</p>



<p>De acordo com MURDOCH, 1997: 207, a Doença de Parkinson é essencialmente uma doença crônica de caráter progressivo, os sintomas costumam ter início insidioso e assimétrico. Esta patologia possui quatro grupos de sintomas essenciais, descritas como parte do contexto sintomático, a qual inclui: tremor, rigidez, bradicinesia e alterações do equilíbrio postural. O grau em que esses sinais ocorrem, variam de caso para caso.direito. O alimento pode percorrer o caminho errado, caindo no pulmão e desenvolvendo pneumonias aspirativas, com risco de óbito)redução de movimentos alternados da língua e babacão/sialorréia.&#8221; (SIC) (MURDOCH, 1997).</p>



<p>Para uma boa qualidade de vida e manutenção do quadro do paciente, o fonoaudiólogo deverá efetuar uma avaliação, orientação familiar e tratamento com atuação multidisciplinar. Caso tenha observado dificuldades na alimentação, fala, organização do pensamento, audição e linguagem escrita , com momentos de pioras; talvez seja o momento de procurar auxílio fonoaudiológico.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
