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	<title>afasia &#8211; Bless Fonoaudiologia</title>
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	<description>Thais Diniz de Carvalho, fonoaudióloga. Lavras - MG</description>
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	<title>afasia &#8211; Bless Fonoaudiologia</title>
	<link>https://fonoaudiologia.med.br</link>
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	<item>
		<title>Orientações para melhorar a fala prejudicada pós AVC</title>
		<link>https://fonoaudiologia.med.br/orientacoes-para-melhorar-a-fala-prejudicada-pos-avc/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Thais Diniz de Carvalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Jan 2011 13:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Neurologia]]></category>
		<category><![CDATA[Orientações]]></category>
		<category><![CDATA[afasia]]></category>
		<category><![CDATA[AVC]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[escrita]]></category>
		<category><![CDATA[fala]]></category>
		<category><![CDATA[leitura]]></category>
		<category><![CDATA[linguagem]]></category>
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					<description><![CDATA[Afasia é a perda parcial ou total da capacidade de linguagem, de causa neurológica central, decorrente de AVC (Acidente Vascular Cerebral), lesões cerebrais nas áreas da fala e linguagem. Uma pessoa vítima de afasia pode não conseguir contar, nomear, por exemplo, dos dias da semana e os meses do ano ou ainda perder a noção [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Afasia é a perda parcial ou total da capacidade de linguagem, de causa neurológica central, decorrente de AVC (Acidente Vascular Cerebral), lesões cerebrais nas áreas da fala e linguagem. Uma pessoa vítima de afasia pode não conseguir contar, nomear, por exemplo, dos dias da semana e os meses do ano ou ainda perder a noção gramatical. É difícil para alguém com afasia interpretar o que ouve. &#8220;É como se a pessoa, mesmo ouvindo, ficasse &#8216;surda&#8217; para as palavras, por não reconhecer o significado das mesmas&#8221;, que, conforme a extensão e localização da lesão cerebral, o paciente pode apresentar um ou mais sintomas, entre eles a perda total ou parcial das habilidades de articulação das palavras, a perda da fluência verbal, com dificuldade de expressão verbal, nomeação de objetos e repetição de palavras.&nbsp;</p>



<p>A perda parcial ou total da capacidade de ler e escrever também pode se manifestar. O paciente pode não conseguir organizar gestos de forma a representar ou comunicar o que quer. &#8220;Por exemplo, o paciente não consegue, com gestos, mostrar o que deseja comer ou indicar que deseja comer, fazer o nome do pai ao rezar, dentre outros.&#8221;</p>



<p>Para melhor auxiliar o paciente em casa, o familiar deverá&nbsp;escolher as tarefas, do grau de dificuldade mais simples e assim ir-se aumentando gradativamente o número de itens a serem oferecidos ou o grau de dificuldade, de acordo com o tipo de afasia que se está tratando.</p>



<p>Abaixo, algumas orientações primordiais que promoverão melhora do paciente a curto tempo:</p>



<ol style="list-style-type:upper-roman" class="wp-block-list">
<li>Usar uma gravura, foto ou ilustração de uma cena do cotidiano / dia a dia  do paciente; utilizando frases que contenham a estrutura SVP (sujeito-verbo-predicado) &#8211; Ex.: João bebe água. Quanto mais simples e clara a foto / desenho / ilustração mais fácil para o paciente, ou seja, fotos onde a cena que se quer trabalhar esteja muito cheia de detalhes poderão confundir o paciente e dificultar o processo terapêutico. Articular claramente de modo que haja compreensão do paciente todo o tempo. Certifique que esteja olhando para você sempre que for dar uma ordem de ação.</li>



<li>Mudar de figura sempre que os objetivos da figura anterior forem concluídas.</li>
</ol>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Técnicas de Auxílio em casa:</p>
</blockquote>



<h2 class="wp-block-heading">A) Compreensão de linguagem</h2>



<h3 class="wp-block-heading">Compreensão auditiva</h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>Usar desenhos, pictogramas ou figuras</li>



<li>Usar objetos reais</li>



<li>Usar gestos e mímica</li>



<li>Dizemos /demonstramos a função do objeto (o ou a / um ou uma)</li>



<li>Ajudar o Paciente dizendo o artigo correspondente, fazendo o debloqueamento</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading">Compreensão de leitura</h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>Uso de pictogramas, desenhos ou figuras + palavra escrita</li>



<li>Usar gestos e mímica</li>



<li>Usar objetos reais + palavra escrita</li>



<li>No treino de uma frase, marcar as palavras-chaves ou substantivos ou verbos de uma cor diferente (frases tipo SVP)</li>



<li>No treino de um texto, dividir o texto em frases curtas e claras</li>



<li>Usar figuras ou desenhos como feedback visual</li>



<li>Marcar as passagens mais importantes</li>



<li>Marcar os verbos com um rotulador verde (ou de outra cor)</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">B) Produção verbal</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>Falar junto com o terapeuta</li>



<li>Leitura labial</li>



<li>Cantar com o Paciente para fazer o desbloqueamento (canções infantis ou conhecidas)</li>



<li>Enfatizar o ritmo e a melodia da palavra ou frase</li>



<li>Acompanhar o ritmo da frase tocando com as pontas dos dedos na mesa</li>



<li>Pegar na mão do Paciente e com ele falar a palavra ou frase de forma melódica</li>



<li>Repetição</li>



<li>Enfatizar o ritmo e a melodia das palavras ou frases, cantando a palavra</li>



<li>Leitura labial (nós  só fazemos os movimentos da boca, sem voz)</li>



<li>Paciente procura repetir</li>



<li>Acompanhar o ritmo da frase tocando com as pontas dos dedos na mesa</li>



<li>Pegar na mão do P e com ele falar de forma melódica a palavra ou frase </li>



<li>Nós repetimos com o Paciente , depois o Paciente sozinho</li>



<li>Nomear objetos (usando gravuras, desenhos ou objetos reais)</li>



<li>Dizer ao Paciente o número de letras que tem a palavra<br>Mostrar ao Paciente o número de sílabas no papel (o número de lacunas correspondentes)</li>



<li>Dizer o artigo da palavra (o ou a / um ou uma)</li>



<li>Usar gestos e mímica, mostrando a função pragmática do objeto</li>



<li>Usar frases tipo: &#8220;Toda manhã eu tomo&#8230;&#8221; a palavra desejada é, no caso, café/banho etc. Dizemos a frase e deixando a última palavra em aberto para que o P possa dizê-la</li>



<li>Dizer ao P a primeira letra da palavra</li>



<li>Mostrar a gravura/foto ao Paciente<br>Dar a ele 2 ou 3 palavras, relacionadas semanticamente</li>



<li>Ex.: a palavra desejada é &#8220;pão&#8221; &#8211; o terapeuta diz então manteiga &#8211; queijo &#8211; mel e &#8212;&#8211;</li>



<li>Mostrando a gravura dizer 2 palavras rimadas dando ao P uma ideia de como a palavra &#8220;soa&#8221;. Ex. a palavra desejada é &#8220;pão&#8221; &#8211; o T diz então chão &#8211; mão e &#8230; (pão)</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">C) Leitura em voz alta</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>Numa frase cobrir todas as palavras e só deixar uma palavra visível e com fácil acesso (no caso, a última) para que o P possa ler. Ex: Paulo toma /café/. Lemos: &#8220;Paulo toma&#8230;&#8221; e o Paciente completa lendo a palavra-chave</li>



<li>Usar palavras escritas na forma maiúscula ou de imprensa</li>



<li>Tocar com a ponta dos dedos na mesa acompanhando o número de sílabas da palavra, enfatizando a sílaba tônica</li>



<li>Começamos pronunciando a primeira sílaba da palavra, o Paciente continue a ler</li>



<li>Usar frases tipo : &#8220;Eu penteio os &#8230; (a palavra desejada é , no caso, cabelos)</li>



<li>Lemos a frase e deixando a última palavra em aberto para que o Paciente possa ler</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">D) Escrita</h2>



<p>Cópia &#8211; O Paciente deve formar/copiar a palavra que mostramos a ele:</p>



<ol style="list-style-type:upper-roman" class="wp-block-list">
<li>Colocamos na mesa todas as letras que a palavra contém, o paciente as coloca na ordem certa.</li>



<li>O paciente deve ele mesmo procurar as letras que precisa, escolhendo aquelas que constam da palavra (se a palavra tem 5 letras, dá-se ao P um total de 8 letras para que ele escolha as que ele necessita)</li>



<li>O Paciente escolhe sozinho as letras que ele precisa (da caixa de letras do alfabeto)</li>



<li>Mostramos a palavra e a soletramos, o Paciente deve escrever/pintar ou desenhar a palavra no papel</li>



<li>O Paciente copia a palavra &#8220;outra vez&#8221; &#8211; a palavra já está escrita com letras recortadas em papel lixa, o P apenas &#8220;copia&#8221; a palavra novamente passando o/os dedo/os sobre a palavra (estímulo tátil e visual)</li>



<li>Copiar letra por letra da palavra ( cobrimos as outras letras enquanto o P copia uma após outra)</li>



<li>Mostramos um objeto/foto/desenho com a palavra escrita &#8211; o Paciente copia a palavra no papel ou pinta com o dedo/pincel, etc</li>
</ol>



<h3 class="wp-block-heading">Ditado</h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>O paciente escreve/pinta ou desenha a letra que o terapeuta lhe diz</li>



<li>O Paciente forma a palavra dita pelo terapeuta com as letras na mesa (ver acima opções com 3 graus de dificuldade)</li>



<li>O Paciente escreve/pinta ou desenha a sílaba dita pelo terapeuta</li>



<li>O Paciente escreve/pinta ou desenha a palavra dita pelo terapeuta</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading">Nomear de forma escrita</h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>Mostramos ao Paciente 2 ou 3 desenhos de objetos da mesma área semântica</li>



<li>O Paciente deve escrever/pintar ou desenhar o nome do objeto descrito por nós</li>



<li>Usamos gestos e mímica mostrando a função da palavra que está sendo procurada &#8211; o P escreve/pinta ou desenha a palavra</li>



<li>Escrevemos a primeira sílaba da palavra &#8211; o P completa escrevendo/desenhando ou pintando a palavra</li>



<li>Usar frases tipo: &#8220;Eu penteio o &#8230;&#8221;a palavra desejada é , no caso, cabelo. O terapeuta lê a frase e deixa a última palavra em aberto para que o P possa escrevê-la</li>



<li>Soletramos a palavra e o P escreve/pinta ou desenha letra por letra no papel</li>



<li>Mostrar ao Paciente a figura de um objeto.</li>



<li>Também mostramos os nomes de 2 ou 3 palavras que se relacionam de forma semântica com a palavra procurada (ou palavras rimadas) O Paciente então escreve/pinta ou desenha a palavra que está sendo procurada.</li>
</ul>



<p>FAMILIARES: Sempre estejam em contato com sua Fonoaudióloga!! Ela será sempre sua melhor companhia!!</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O papel do cavalo na recuperação do paciente</title>
		<link>https://fonoaudiologia.med.br/o-papel-do-cavalo-na-recuperacao-do-paciente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Thais Diniz de Carvalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2009 17:13:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Equoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[afasia]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[apraxia]]></category>
		<category><![CDATA[disartria]]></category>
		<category><![CDATA[disfagia]]></category>
		<category><![CDATA[fala]]></category>
		<category><![CDATA[sucção]]></category>
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					<description><![CDATA[Como praticamente tudo em nosso dia a dia necessita de ritmo (a fala, a mastigação, deglutição, a sucção, respiração, etc.), o fonoaudiólogo &#8220;aproveita-se&#8221; do andar ritmado do cavalo para trabalhar as funções que encontram-se alteradas dentro do ambiente equoterápico. Utiliza-se também, do estímulo que o cavalo e o ambiente proporcionam ao paciente (ou praticante) trabalhando [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Como praticamente tudo em nosso dia a dia necessita de ritmo (a fala, a mastigação, deglutição, a sucção, respiração, etc.), o fonoaudiólogo &#8220;aproveita-se&#8221; do andar ritmado do cavalo para trabalhar as funções que encontram-se alteradas dentro do ambiente equoterápico. Utiliza-se também, do estímulo que o cavalo e o ambiente proporcionam ao paciente (ou praticante) trabalhando a linguagem e os aspectos cognitivos e a comunicação do paciente.</p>



<p>Geralmente, este profissional trabalha com indivíduos que apresentam os seguintes quadros fonoaudiológicos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Atraso no Desenvolvimento Neuropsicomotor;</li>



<li>Atraso de Linguagem;</li>



<li>Retardo de Aquisição de Linguagem;</li>



<li>Disfagia;</li>



<li>Alterações musculares, estruturais e funcionais dos órgãos fonoarticulatórios (língua, lábios, bochechas&#8230;); Casos relacionados a encaminhamentos ortodônticos e otorrinolaringológicos. Ou seja; alterações nas funções neurovegetativas (Sucção, mastigação, respiração, deglutição&#8230;);</li>



<li>Deficiências auditivas e desenvolvimento das Funções Auditivas.</li>



<li>Disartria;</li>



<li>Apraxias em OFAS;</li>



<li>Afasia/Distúrbio Fonológico;</li>



<li>Distúrbio Articulatório/Distúrbio Fonético/Troca de sons na fala etc.</li>
</ul>



<p>Porém, seu trabalho não engloba apenas estes aspectos pois este profissional deve&nbsp;ter a visão globalizada do indivíduo, isto é, o indivíduo considerado como um ser maior, entendido em todas as suas dimensões e não como uma simples &#8220;boca&#8221;. E a partir daí, efetuar planejamentos multiprofissionais dentro da equipe, sempre em prol do paciente.</p>



<p>Conheça sobre do trabalho da equoterapia: procure o centro mais próximo de sua casa!!</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Dificuldades na comunicação e como perceber &#8211; Em idosos!!</title>
		<link>https://fonoaudiologia.med.br/dificuldades-na-comunicacao-e-como-perceber-em-idosos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Thais Diniz de Carvalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 May 2009 15:34:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gerontologia]]></category>
		<category><![CDATA[Neurologia]]></category>
		<category><![CDATA[afasia]]></category>
		<category><![CDATA[AVC]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[envelhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[gerontologia]]></category>
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					<description><![CDATA[Afasia &#8211; Uma Abordagem Luriana A afasia é definida como um distúrbio na percepção e expressão da linguagem, é uma alteração&#160;na comunicação e da formulação do pensamento. Uma pessoa afásica, apresenta dificuldades na compreensão e na emissão da fala e da linguagem, adquirida em consequência de uma lesão nas áreas cerebrais responsáveis pela fala ou [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Afasia &#8211; Uma Abordagem Luriana</strong></h2>



<p>A afasia é definida como um distúrbio na percepção e expressão da linguagem, é uma alteração&nbsp;na comunicação e da formulação do pensamento. Uma pessoa afásica, apresenta dificuldades na compreensão e na emissão da fala e da linguagem, adquirida em consequência de uma lesão nas áreas cerebrais responsáveis pela fala ou pela compreensão das palavras faladas. Podendo ter diferentes causas, tais como: um acidente vascular cerebral, um trauma cranioencefálico ou um aneurisma.</p>



<p>A linguagem do afásico é reduzida e simplificada ao máximo, ou desviada semântica, fonêmica e morfologicamente da linguagem normal. A compreensão apresenta-se com dificuldades, necessitando de pistas, repetições, apoios e ordens bem curtas e objetivas para serem mais bem recebidas. Conforme o local exato da lesão cerebral serão determinados tipos diferentes de alterações. Abaixo, as principais classificações, conforme Lúria:</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Afasia Total:</strong></h3>



<p>A afasia é chamada total quando compromete todas as modalidades de linguagem. Tanto a recepção quanto a emissão estão comprometidas. A comunicação é inexistente. É a forma mais grave, geralmente acompanhada de outros comprometimentos neurológicos e motores.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Afasia de Wernicke:</strong></h3>



<p>Estão comprometidas tanto a compreensão como a expressão, entretanto sem a existência de dificuldades na articulação das palavras. Poderá haver um predomínio de dificuldade na área semântica quando o indivíduo consegue emitir perfeitamente as palavras, porém não compreende o que lhe é solicitado, quando quer se expressar tem dificuldades, por exemplo, sua intenção é a emissão da palavra &#8220;mesa&#8221;, mas fala &#8220;cadeira&#8221;, ou ainda um predomínio maior na área fonêmica, quando ao invés de articular &#8220;lua&#8221; substitui por &#8220;sua&#8221; ou &#8216;nua&#8217;, pois os significados distintos não são percebidos pelo indivíduo afásico.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Afasia de Broca:</strong></h3>



<p>A expressão oral encontra-se alterada, acompanhada de redução de linguagem. O&nbsp;indivíduo não consegue articular os sons, tem dificuldade em reconhecer os chamados pontos de articulação (por exemplo: na emissão do p, juntamos os lábios e esta associação não é feita), existe dificuldade também na área de cálculos e escrita. Também ocorrem os chamados jargões, o indivíduo utiliza sempre uma mesma palavra ou frase curta para diferentes situações de comunicação.</p>



<p>* Essa classificação é didática e a afasia poderá apresentar-se em vários níveis de comprometimento.</p>



<p>A atuação fonoaudiológica junto aos pacientes afásicos tem sido primordial na recuperação total ou parcial, dependendo de cada caso, da linguagem e fala. Hoje em dia sabe-se que algumas partes do cérebro podem assumir em parte outras que estejam comprometidas. Quanto mais são estimuladas as funções neuronais, maiores as possibilidades de respostas, é a chamada plasticidade neuronal.</p>



<p>Independente do grau ou tipo de afasia existente, a reeducação das funções da fala e da linguagem é sempre válida e deve ser iniciada o quanto antes melhorando assim o prognóstico.</p>



<p>É prioritário que a família se envolva com a recuperação, estimulando o afásico a buscar sempre a comunicação e jamais o isolamento.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Classificação de Luria</strong></h2>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>SÍNDROMES DE AFASIAS LURIANAS</strong></h3>



<p>A partir de um estudo de pacientes com distúrbios de linguagem consequentes de traumatismo cerebral, Luria em 1970 descreveu sete tipos de afasias:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>afasia motora eferente (cinética);</li>



<li>afasia dinâmica frontal;</li>



<li>afasia pré-motora;</li>



<li>afasia aferente (apraxia);</li>



<li>afasia sensorial (acústica);</li>



<li>afasia acústico-mnésica;</li>



<li>afasia semântica.</li>
</ul>



<p>Através do mapeamento dos pontos de lesão em soldados feridos, e examinando sua associação com distúrbios de fala e linguagem, Luria conseguiu estabelecer uma correlação entre as síndromes das afasias citadas acima e os territórios cerebrais lesados.</p>



<p>É importante levar em conta que Luria organizou sua classificação das afasias com base em ferimentos causados por artilharia. São necessários maiores estudos para confirmar a relevância desse sistema de classificação para os casos de acidente vascular cerebral.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Afasia Motora Eferente (cinética):</h3>



<p>Os pacientes que apresentam afasia motora eferente possuem dificuldades para traduzir os pensamentos em linguagem, embora sejam capazes de pronunciar facilmente sons isolados, não conseguem produzir esses mesmos sons como parte de uma palavra inteira.</p>



<p>Particularmente, os afásicos motores eferentes têm dificuldades em mudar de uma posição articulatória para outra, sendo assim seu distúrbio de fala é mais aparente na pronúncia de palavras multi-silábicas ou de combinações de palavras.</p>



<p>Segundo Luria, existem dois componentes essenciais da afasia motora eferente, sendo que o primeiro envolve a perda da organização seriada da fala e o segundo produz uma perturbação de fala externa. A determinação da estrutura predicativa e dos esquemas dinâmicos da produção da fala subsequente faz parte da formulação da fala interna.</p>



<p>Portanto, uma ruptura da fala interna nesses pacientes torna impossível a formulação de frases, tornando-se ausentes da fala cotidiana dos afásicos motores eferentes. Do mesmo modo, a perda da fala interna causa a ruptura do esquema dinâmico das palavras, que leva à perda do significado predicativo das palavras, e torna a articulação das palavras também impossível.</p>



<p>A afasia motora eferente também vai causar uma perturbação na escrita parecido com o distúrbio da fala. Muitos têm hemiparesia direito concomitante, associada à lesão envolvendo a região pré-motora inferior do hemisfério esquerdo.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Afasia Dinâmica Frontal:</strong></h3>



<p>Os pacientes com afasia dinâmica frontal são capazes de pronunciar palavras (repetição) e distinguir sons falados, mas têm privação da fala espontânea e raramente se utilizam da fala para se comunicar.</p>



<p>A deficiência da escrita é semelhante à da fala. Embora estes afásicos possam seguir instruções simples, a compreensão também é deficiente, bem como a leitura em voz alta. Hemiplegia e hemiparesia são comuns nesse tipo de afasia. Segundo Luria, a lesão se situa geralmente na parte inferior do lobo frontal esquerdo, imediatamente anterior à área de Broca.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Afasia Pré-Motora:</strong></h3>



<p>A afasia pré-motora é causada por lesões nas porções medial e superior da área pré-motora. Caracteriza-se pela perda da suavidade da fala, agramatismo e comprometimento da compreensão, da entonação e da perseveração.</p>



<p>Pacientes com afasia pré-motora têm uma pronúncia vagarosa de sons isolados e de palavras, fazendo longas pausas na transição de uma palavra para outra, e cada palavra é pronunciada com grande esforço. No entanto, a afasia pré-motora não é simplesmente representada por um distúrbio da fala motora, mas representa principalmente uma perturbação da fala interna. Particularmente, o paciente parece incapaz de guardar a esquematização da fala interna, o que conduz à fala hesitante e a uma redução da complexidade gramatical das frases produzidas. A linguagem oral e escrita se caracteriza por curtos fragmentos de frases. Os afásicos pré-motores têm uma fala monótona e, uma vez criados os padrões articulatórios, não conseguem suprimi-los, o que conduz à perseveração. A compreensão também está comprometida, de maneira que pode ser preciso repetir muitas vezes até que o paciente compreenda e, ainda assim, talvez só tenham entendimento parcial de uma exposição.</p>



<p>Luria sugere que o distúrbio básico nos pacientes com afasia pré-motora não é uma deficiência na capacidade de criar articulações, e sim uma perturbação na automaticidade da fala contínua em consequência da perturbação dos esquemas da fala. A maioria dos casos apresenta uma hemiparesia direita concomitante.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Afasia Aferente (apraxia):</strong></h3>



<p>O traço mais proeminente da afasia motora aferente é a incapacidade do paciente para determinar com presteza as posições dos componentes do mecanismo da fala (por exemplo, lábios e língua) necessários para articular os sons requeridos. Desse modo, um determinado som isolado pode ser articulado de maneiras diferentes, dependendo das sílabas onde ele ocorre. Essa dificuldade está presente tanto da fala espontânea como na receptiva.</p>



<p>Segundo Luria, a perturbação na fala expressiva envolve a dificuldade de encontrar os movimentos articulatórios necessários à pronúncia de sons isolados e de sequências de sons que se combinam para formar as palavras e as frases. Em outras palavras, esse distúrbio envolve uma perturbação apráxica dos órgãos da fala. Ao contrário das três síndromes de Luria associadas a lesões pré-motoras descritas acima, os aspectos da fala não estão comprometidos na afasia motora aferente. Embora nos casos graves o paciente não saiba como colocar a língua, os lábios etc., nos casos leves o paciente pode apenas confundir as posições para articulem as semelhantes, o que leva à substituição dos fonemas das palavras (por exemplo, parafrasia literal).</p>



<p>Déficit de escrita e leitura também estão presentes nesta afasia, bem como dispraxia ideomotora da musculatura faríngea, lingual e oral. Em alguns casos há ocorrência direita afetando mais o braço do que a perna. Segundo Luria, a lesão associada à afasia motora aferente está situada nas partes inferiores da área pós-central do hemisfério esquerdo (por exemplo, região parietal inferior esquerda).</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Afasia Sensorial (acústica):</strong></h3>



<p>A afasia sensorial (acústica) está associada a lesões nas partes superiores do lobo temporal. Os principais sintomas incluem perturbações da audição fonêmica, perda do significado das palavras, dificuldade de nomear objetos, presença de parafasias literal e verbal, além de problema na escrita.</p>



<p>A perturbação na audição fonêmica leva a um colapso das atividades linguísticas que requerem discriminações de sons. Essas atividades incluem o entendimento da linguagem, a nomeação de objetos e a lembrança de palavras. A dificuldade de compreender a linguagem falada (a perda do significado das palavras) decorre da perda da capacidade para discriminar entre fonemas com sons associados. Do mesmo modo, por não mais possuir um sistema de linguagem fonético diferenciado, o afásico sensorial encontra dificuldades para nomear objetos e para lembrar-se das palavras necessárias, fazendo então a substituição por fonemas e palavras incorretas (erros parafásicos). Em consequência dessa deficiência de sistema de linguagem fonêmico, estes são incapazes de monitorar sua própria fala e, portanto, não têm consciência dos seus erros. Assim, sendo, não podemos corrigi-los, de modo que sua fala se converte num jargão vazio, em que os componentes nominativos (substantivos) estão ausentes e sua produção fica reduzida a interjeições e expressões habituais. Os aspectos melódicos e a entonação da fala, porém, permanecem intactos.</p>



<p>Além da perda da audição de fonemas, o aspecto semântico da linguagem também está comprometido.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Afasia Acústico-Mnésica:</strong></h3>



<p>Lesões na parte posterior-inferior do lobo temporal provocam uma perturbação na memória audiovisual que acarreta a afasia acústico-mnésica. Pacientes com esta afasia têm dificuldades para reter palavras em série. Embora consigam reter palavras isoladas e repeti-las minutos depois, esses pacientes não conseguem reter uma série curta de palavras faladas, sendo capazes de reter apenas a primeira ou a última, na maior parte dos casos.</p>



<p>Na fase aguda, após o surgimento da condição afásica, o paciente pode apresentar dificuldade de compreender a fala de outras pessoas, mas em geral esse sintoma desaparece rapidamente. Neste caso a audição está preservada, as parafasias estão ausentes e a escrita também é mantida.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Afasia Semântica:</strong></h3>



<p>A afasia semântica é causada por lesões na região occipito-parieto-temporal do hemisfério esquerdo. O distúrbio da linguagem observado nesta condição não se baseia em déficit de audição nem em déficit de memória, mas representa uma perturbação das relações lógico-gramaticais. Esta afasia é caracterizada por uma incapacidade de sintetizar eventos isolados simultâneos em uma unidade significativa.</p>



<p>Os afásicos semânticos sofrem uma perda interna da estrutura semântica das palavras. Eles não têm dificuldade para ouvir e entender palavras isoladas e falam com fluência.</p>



<p>Sua audição fonêmica permanece intacta, e não demonstram esquecimento do significado primário das palavras. Frequentemente, a única perturbação de linguagem aparente é uma deficiência na nomeação de objetos, mas testes mais minuciosos revelam que, embora esses pacientes pareçam entender o sentido geral do discurso, são incapazes de perceber a relação gramatical entre as palavras, porque não podem ver a totalidade complexa da associação de palavras. Consequentemente, são incapazes de processar ou decodificar informações de acordo com as regras lógico-gramaticais da linguagem. Assim, embora a capacidade de entender palavras isoladas esteja preservada, os afásicos semânticos são incapazes de apreender o sentido de uma frase inteira. É comum a presença de distúrbio concomitante na orientação espacial, bem como dificuldades de computação (acalculia). A escrita apresenta perturbação similar à da fala.</p>



<p>Marque sua avaliação, converse com seu fonoaudiólogo!!</p>
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		<title>&#8220;Não encontro palavras&#8221;&#8230; AVC e AFASIA &#8211; O que fazer diante disso?</title>
		<link>https://fonoaudiologia.med.br/nao-encontro-palavras-avc-e-afasia-o-que-fazer-diante-disso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Thais Diniz de Carvalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2009 22:58:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Neurologia]]></category>
		<category><![CDATA[afasia]]></category>
		<category><![CDATA[AVC]]></category>
		<category><![CDATA[AVE]]></category>
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					<description><![CDATA[O Acidente Vascular Cerebral (AVC)&#160;ou derrame cerebral, o Acidente Vascular Encefálico (AVE) é caracterizado pela interrupção da irrigação sanguínea das estruturas do encéfalo, ou seja, ocorre quando o sangue que sustenta o cérebro com oxigênio e glicose deixa de atingir a região, ocasionando a perda da funcionalidade dos neurônios. Existem dois tipos de AVE: Isquêmico: [&#8230;]]]></description>
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<p>O Acidente Vascular Cerebral (AVC)&nbsp;ou derrame cerebral, o Acidente Vascular Encefálico (AVE) é caracterizado pela interrupção da irrigação sanguínea das estruturas do encéfalo, ou seja, ocorre quando o sangue que sustenta o cérebro com oxigênio e glicose deixa de atingir a região, ocasionando a perda da funcionalidade dos neurônios.</p>



<p>Existem dois tipos de AVE:</p>



<p>Isquêmico: É o mais comum e, na maioria das vezes, tem evolução benigna e transitória.</p>



<p>Hemorrágica: Tem início súbito, não apresentam sintomas prévios e as sequelas costumam ser graves permanentes. Os principais fatores de risco para o AVE são diabetes, doenças cardíacas, fumo, hipertensão arterial, anemia, enxaquecas, contraceptivos orais, obesidade, entre outros.</p>



<p>O tratamento é voltado conforme as manifestações em cada paciente. Em fonoaudiologia, o paciente após um AVC, pode apresentar inúmeras alterações. Dentre as principais alterações está a AFASIA, que se caracteriza principalmente por: (conforme a extensão e localização da lesão cerebral) perda total ou parcial das habilidades de articulação das palavras, a perda da fluência verbal, com dificuldade de expressão verbal, nomeação de objetos e repetição de palavras.</p>



<p>Na maioria dos casos, é muito difícil para alguém com afasia interpretar o que ouve. &#8220;É como se a pessoa, mesmo ouvindo, ficasse &#8220;surda&#8221; para as palavras, por não reconhecer o significado das mesmas &#8211; A perda parcial ou total da capacidade de ler e escrever também fazem parte da sintomatologia do portador de afasia. Ele ainda pode não conseguir organizar gestos de forma a representar ou comunicar o que quer. Por exemplo, o paciente não consegue, com gestos, mostrar o que deseja fazer. Nestes casos, além da correta identificação da causa do problema, é importante que se procure um fonoaudiólogo, que pode melhorar muito a qualidade de vida e capacidade de comunicação de um indivíduo portador de Afasia.</p>



<p>Lembrando-se sempre que os três primeiros  meses são os mais importantes na reabilitação do paciente; encurtando-se assim, o tempo de tratamento e aumentando suas chances de melhora.</p>



<p>Para maiores informações, entre em contato com o profissional perto de você: Consulte seu fonoaudiólogo!!</p>
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