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	<title>AVC &#8211; Bless Fonoaudiologia</title>
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	<description>Thais Diniz de Carvalho, fonoaudióloga. Lavras - MG</description>
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	<title>AVC &#8211; Bless Fonoaudiologia</title>
	<link>https://fonoaudiologia.med.br</link>
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	<item>
		<title>Miopatia Mitocondrial &#8211; você já ouviu falar?</title>
		<link>https://fonoaudiologia.med.br/miopatia-mitocondrial-voce-ja-ouviu-falar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Thais Diniz de Carvalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Nov 2012 14:08:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Neurologia]]></category>
		<category><![CDATA[audição]]></category>
		<category><![CDATA[AVC]]></category>
		<category><![CDATA[demência]]></category>
		<category><![CDATA[perda auditiva]]></category>
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					<description><![CDATA[Na miopatia mitocondrial as alterações miopáticas podem ir de mínimas a intensas. A forma mais benigna de miopatia mitocondrial pode causar só fraqueza proximal leve, que tende a ser mais intensa nos membros superiores. Há intolerância ao exercício em quase metade dos pacientes. A progressão é extremamente lenta e o paciente pode levar vida praticamente [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Na miopatia mitocondrial as alterações miopáticas podem ir de mínimas a intensas. A forma mais benigna de miopatia mitocondrial pode causar só fraqueza proximal leve, que tende a ser mais intensa nos membros superiores. Há intolerância ao exercício em quase metade dos pacientes. A progressão é extremamente lenta e o paciente pode levar vida praticamente normal.</p>



<p>No músculo normal, as mitocôndrias estão distribuídas de modo mais ou menos regular entre as miofibrilas, que são os feixes de actina e miosina, de uma fibra muscular.</p>



<p>Na miopatia mitocondrial há aumento do tamanho e/ou do número das mitocôndrias, mais frequentemente de ambos. Basicamente, as mitocôndrias aumentam de tamanho e número por serem funcionalmente ineficientes. Trata-se, de certa forma, de hipertrofia e hiperplasia vicariantes.&nbsp; As causas mais comuns são mutações no DNA mitocondrial.</p>



<p>O diagnóstico de doenças mitocondriais é efetuado observando- se os sinais neurológicos mais característicos de doenças mitocondriais; dividindo-se em três categorias:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>combinação de ataxia, convulsões e mioclonias (como no MERRF)</li>



<li>episódios tipo AVC recidivantes, enxaquecas e convulsões (como no MELAS)</li>



<li>retinite pigmentosa com oftalmoplegia e polineuropatia, + atrofia óptica (Leber) ou + surdez (Kearns-Sayre).</li>
</ul>



<p>Achados adjuvantes incluem: demência, acidose láctica, baixa estatura, defeitos de condução cardíaca (como na síndrome de Kearns-Sayre), múltiplos lipomas simétricos, alterações na medula óssea com anemia sideroblástica (síndrome de Person), defeitos nos túbulos renais, endocrinopatias (diabetes, hipotiroidismo, deficiência de hormônio do crescimento).</p>



<p>Na investigação familial, procurar história de doenças na infância, inclusive morte no período neonatal, e de convulsões.&nbsp; Atualmente há testes comerciais para as mutações pontuais mais comuns (3243 e 8344). Dosagem de lactato e piruvato no sangue em repouso e após exercício. Biópsia muscular – ragged red fibers, aspecto do músculo no SDH, COX (citocromo-oxidase) e microscopia eletrônica.&nbsp; Na síndrome de Leigh e em MELAS – TC e RM podem mostrar lesões cerebrais.</p>



<p>O diagnóstico final é clínico e baseado nos antecedentes familiares, testes laboratoriais, e biópsia muscular. Sinais e sintomas isolados como demência, fraqueza muscular, epilepsia, surdez neural, enxaqueca com AVCs, epilepsia mioclônica, cardiomiopatia e baixa estatura devem levantar hipótese de doença mitocondrial no diagnóstico diferencial.</p>



<p>A atuação multidisciplinar torna-se peça-chave para o processo de manutenção e qualidade de vida do paciente portador de miopatia mitocondrial. A atuação fonoaudiológica nas funções neurovegetativas de: mastigação, deglutição/ aspectos relacionadas a disfagia/ aspectos relacionados a aspiração / treinamento de cuidadores, respiração, além dos aspectos de voz, linguagem (oral/ expressão e escrita são fundamentais nestes casos).</p>



<p>Uma boa avaliação, orientação e trabalho contínuo; são fundamentais nestes casos. Procure seu fonoaudiólogo e saiba a melhor conduta a ser adotada para seu caso!!</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Orientações para melhorar a fala prejudicada pós AVC</title>
		<link>https://fonoaudiologia.med.br/orientacoes-para-melhorar-a-fala-prejudicada-pos-avc/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Thais Diniz de Carvalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Jan 2011 13:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Neurologia]]></category>
		<category><![CDATA[Orientações]]></category>
		<category><![CDATA[afasia]]></category>
		<category><![CDATA[AVC]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[escrita]]></category>
		<category><![CDATA[fala]]></category>
		<category><![CDATA[leitura]]></category>
		<category><![CDATA[linguagem]]></category>
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					<description><![CDATA[Afasia é a perda parcial ou total da capacidade de linguagem, de causa neurológica central, decorrente de AVC (Acidente Vascular Cerebral), lesões cerebrais nas áreas da fala e linguagem. Uma pessoa vítima de afasia pode não conseguir contar, nomear, por exemplo, dos dias da semana e os meses do ano ou ainda perder a noção [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Afasia é a perda parcial ou total da capacidade de linguagem, de causa neurológica central, decorrente de AVC (Acidente Vascular Cerebral), lesões cerebrais nas áreas da fala e linguagem. Uma pessoa vítima de afasia pode não conseguir contar, nomear, por exemplo, dos dias da semana e os meses do ano ou ainda perder a noção gramatical. É difícil para alguém com afasia interpretar o que ouve. &#8220;É como se a pessoa, mesmo ouvindo, ficasse &#8216;surda&#8217; para as palavras, por não reconhecer o significado das mesmas&#8221;, que, conforme a extensão e localização da lesão cerebral, o paciente pode apresentar um ou mais sintomas, entre eles a perda total ou parcial das habilidades de articulação das palavras, a perda da fluência verbal, com dificuldade de expressão verbal, nomeação de objetos e repetição de palavras.&nbsp;</p>



<p>A perda parcial ou total da capacidade de ler e escrever também pode se manifestar. O paciente pode não conseguir organizar gestos de forma a representar ou comunicar o que quer. &#8220;Por exemplo, o paciente não consegue, com gestos, mostrar o que deseja comer ou indicar que deseja comer, fazer o nome do pai ao rezar, dentre outros.&#8221;</p>



<p>Para melhor auxiliar o paciente em casa, o familiar deverá&nbsp;escolher as tarefas, do grau de dificuldade mais simples e assim ir-se aumentando gradativamente o número de itens a serem oferecidos ou o grau de dificuldade, de acordo com o tipo de afasia que se está tratando.</p>



<p>Abaixo, algumas orientações primordiais que promoverão melhora do paciente a curto tempo:</p>



<ol style="list-style-type:upper-roman" class="wp-block-list">
<li>Usar uma gravura, foto ou ilustração de uma cena do cotidiano / dia a dia  do paciente; utilizando frases que contenham a estrutura SVP (sujeito-verbo-predicado) &#8211; Ex.: João bebe água. Quanto mais simples e clara a foto / desenho / ilustração mais fácil para o paciente, ou seja, fotos onde a cena que se quer trabalhar esteja muito cheia de detalhes poderão confundir o paciente e dificultar o processo terapêutico. Articular claramente de modo que haja compreensão do paciente todo o tempo. Certifique que esteja olhando para você sempre que for dar uma ordem de ação.</li>



<li>Mudar de figura sempre que os objetivos da figura anterior forem concluídas.</li>
</ol>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Técnicas de Auxílio em casa:</p>
</blockquote>



<h2 class="wp-block-heading">A) Compreensão de linguagem</h2>



<h3 class="wp-block-heading">Compreensão auditiva</h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>Usar desenhos, pictogramas ou figuras</li>



<li>Usar objetos reais</li>



<li>Usar gestos e mímica</li>



<li>Dizemos /demonstramos a função do objeto (o ou a / um ou uma)</li>



<li>Ajudar o Paciente dizendo o artigo correspondente, fazendo o debloqueamento</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading">Compreensão de leitura</h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>Uso de pictogramas, desenhos ou figuras + palavra escrita</li>



<li>Usar gestos e mímica</li>



<li>Usar objetos reais + palavra escrita</li>



<li>No treino de uma frase, marcar as palavras-chaves ou substantivos ou verbos de uma cor diferente (frases tipo SVP)</li>



<li>No treino de um texto, dividir o texto em frases curtas e claras</li>



<li>Usar figuras ou desenhos como feedback visual</li>



<li>Marcar as passagens mais importantes</li>



<li>Marcar os verbos com um rotulador verde (ou de outra cor)</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">B) Produção verbal</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>Falar junto com o terapeuta</li>



<li>Leitura labial</li>



<li>Cantar com o Paciente para fazer o desbloqueamento (canções infantis ou conhecidas)</li>



<li>Enfatizar o ritmo e a melodia da palavra ou frase</li>



<li>Acompanhar o ritmo da frase tocando com as pontas dos dedos na mesa</li>



<li>Pegar na mão do Paciente e com ele falar a palavra ou frase de forma melódica</li>



<li>Repetição</li>



<li>Enfatizar o ritmo e a melodia das palavras ou frases, cantando a palavra</li>



<li>Leitura labial (nós  só fazemos os movimentos da boca, sem voz)</li>



<li>Paciente procura repetir</li>



<li>Acompanhar o ritmo da frase tocando com as pontas dos dedos na mesa</li>



<li>Pegar na mão do P e com ele falar de forma melódica a palavra ou frase </li>



<li>Nós repetimos com o Paciente , depois o Paciente sozinho</li>



<li>Nomear objetos (usando gravuras, desenhos ou objetos reais)</li>



<li>Dizer ao Paciente o número de letras que tem a palavra<br>Mostrar ao Paciente o número de sílabas no papel (o número de lacunas correspondentes)</li>



<li>Dizer o artigo da palavra (o ou a / um ou uma)</li>



<li>Usar gestos e mímica, mostrando a função pragmática do objeto</li>



<li>Usar frases tipo: &#8220;Toda manhã eu tomo&#8230;&#8221; a palavra desejada é, no caso, café/banho etc. Dizemos a frase e deixando a última palavra em aberto para que o P possa dizê-la</li>



<li>Dizer ao P a primeira letra da palavra</li>



<li>Mostrar a gravura/foto ao Paciente<br>Dar a ele 2 ou 3 palavras, relacionadas semanticamente</li>



<li>Ex.: a palavra desejada é &#8220;pão&#8221; &#8211; o terapeuta diz então manteiga &#8211; queijo &#8211; mel e &#8212;&#8211;</li>



<li>Mostrando a gravura dizer 2 palavras rimadas dando ao P uma ideia de como a palavra &#8220;soa&#8221;. Ex. a palavra desejada é &#8220;pão&#8221; &#8211; o T diz então chão &#8211; mão e &#8230; (pão)</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">C) Leitura em voz alta</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>Numa frase cobrir todas as palavras e só deixar uma palavra visível e com fácil acesso (no caso, a última) para que o P possa ler. Ex: Paulo toma /café/. Lemos: &#8220;Paulo toma&#8230;&#8221; e o Paciente completa lendo a palavra-chave</li>



<li>Usar palavras escritas na forma maiúscula ou de imprensa</li>



<li>Tocar com a ponta dos dedos na mesa acompanhando o número de sílabas da palavra, enfatizando a sílaba tônica</li>



<li>Começamos pronunciando a primeira sílaba da palavra, o Paciente continue a ler</li>



<li>Usar frases tipo : &#8220;Eu penteio os &#8230; (a palavra desejada é , no caso, cabelos)</li>



<li>Lemos a frase e deixando a última palavra em aberto para que o Paciente possa ler</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">D) Escrita</h2>



<p>Cópia &#8211; O Paciente deve formar/copiar a palavra que mostramos a ele:</p>



<ol style="list-style-type:upper-roman" class="wp-block-list">
<li>Colocamos na mesa todas as letras que a palavra contém, o paciente as coloca na ordem certa.</li>



<li>O paciente deve ele mesmo procurar as letras que precisa, escolhendo aquelas que constam da palavra (se a palavra tem 5 letras, dá-se ao P um total de 8 letras para que ele escolha as que ele necessita)</li>



<li>O Paciente escolhe sozinho as letras que ele precisa (da caixa de letras do alfabeto)</li>



<li>Mostramos a palavra e a soletramos, o Paciente deve escrever/pintar ou desenhar a palavra no papel</li>



<li>O Paciente copia a palavra &#8220;outra vez&#8221; &#8211; a palavra já está escrita com letras recortadas em papel lixa, o P apenas &#8220;copia&#8221; a palavra novamente passando o/os dedo/os sobre a palavra (estímulo tátil e visual)</li>



<li>Copiar letra por letra da palavra ( cobrimos as outras letras enquanto o P copia uma após outra)</li>



<li>Mostramos um objeto/foto/desenho com a palavra escrita &#8211; o Paciente copia a palavra no papel ou pinta com o dedo/pincel, etc</li>
</ol>



<h3 class="wp-block-heading">Ditado</h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>O paciente escreve/pinta ou desenha a letra que o terapeuta lhe diz</li>



<li>O Paciente forma a palavra dita pelo terapeuta com as letras na mesa (ver acima opções com 3 graus de dificuldade)</li>



<li>O Paciente escreve/pinta ou desenha a sílaba dita pelo terapeuta</li>



<li>O Paciente escreve/pinta ou desenha a palavra dita pelo terapeuta</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading">Nomear de forma escrita</h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>Mostramos ao Paciente 2 ou 3 desenhos de objetos da mesma área semântica</li>



<li>O Paciente deve escrever/pintar ou desenhar o nome do objeto descrito por nós</li>



<li>Usamos gestos e mímica mostrando a função da palavra que está sendo procurada &#8211; o P escreve/pinta ou desenha a palavra</li>



<li>Escrevemos a primeira sílaba da palavra &#8211; o P completa escrevendo/desenhando ou pintando a palavra</li>



<li>Usar frases tipo: &#8220;Eu penteio o &#8230;&#8221;a palavra desejada é , no caso, cabelo. O terapeuta lê a frase e deixa a última palavra em aberto para que o P possa escrevê-la</li>



<li>Soletramos a palavra e o P escreve/pinta ou desenha letra por letra no papel</li>



<li>Mostrar ao Paciente a figura de um objeto.</li>



<li>Também mostramos os nomes de 2 ou 3 palavras que se relacionam de forma semântica com a palavra procurada (ou palavras rimadas) O Paciente então escreve/pinta ou desenha a palavra que está sendo procurada.</li>
</ul>



<p>FAMILIARES: Sempre estejam em contato com sua Fonoaudióloga!! Ela será sempre sua melhor companhia!!</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Disfagia &#8211; Dúvidas frequentes</title>
		<link>https://fonoaudiologia.med.br/disfagia-duvidas-frequentes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Thais Diniz de Carvalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 22:46:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Disfagia]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[AVC]]></category>
		<category><![CDATA[AVE]]></category>
		<category><![CDATA[disfagia]]></category>
		<category><![CDATA[pneumonia]]></category>
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					<description><![CDATA[O que é disfagia? É um conjunto de sintomas e características que afetam a qualidade de *deglutição (*a forma de engolir). A coordenação da deglutição envolve a participação de nervos e músculos da boca, face, garganta (laringe , faringe) até o estômago. O que é pneumonia aspirativa? Quando o alimento que entra pela boca, ao ser&#160;deglutido engolido; [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">O que é disfagia?</h2>



<p>É um conjunto de sintomas e características que afetam a qualidade de *deglutição (*a forma de engolir). A coordenação da deglutição envolve a participação de nervos e músculos da boca, face, garganta (laringe , faringe) até o estômago.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que é pneumonia aspirativa?</h2>



<p>Quando o alimento que entra pela boca, ao ser&nbsp;deglutido engolido; entra na via aérea (via respiratória). Ou quando o alimento que vem do estomago por meio do refluxo e vômito é aspirado no pulmão. Ambos podem ocasionar pneumonia aspirativa e levar o paciente à óbito.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais as causas mais comuns da disfagia?</h2>



<p>Câncer, acidentes automobilísticos, derrame (acidente vascular cerebral), doenças neurológicas infantis e do adulto, doenças gástricas do recém-nascido, criança ou adulto e até mesmo a retirada de estruturas responsáveis pela deglutição.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Existe apenas um tipo de disfagia?</h2>



<p>Não, existem mais tipos. De acordo com a classificação geral, podemos ter:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong><em>Disfagia preparatória oral</em></strong>: dificuldade de obter o alimento, mastigá-lo, misturá-lo com saliva e formar o bolo alimentar.</li>



<li><strong><em>Disfagia oral: </em></strong>dificuldade em controlar o bolo e transportar para região posterior da boca.</li>



<li><strong><em>Disfagia faríngea</em></strong>: dificuldade na deglutição quando o alimento está na região posterior da boca e região superior da faringe (garganta). Dificuldade em fechar a aérea (respiração) à deglutição.</li>



<li><strong><em>Disfagia esofágica:</em></strong> é caracterizada por dificuldade da deglutição quando o alimento já entrou no esôfago.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">Como é tratado a disfagia?</h2>



<p>Dependendo do grau de comprometimento se fará as escolhas de tratamento. Os seguintes profissionais estão envolvidos no tratamento: fonoaudiólogo, neurologista, pediatra, otorrinolaringologista, gastroenterologista, pneumologista, cirurgião de cabeça e pescoço, oncologista, radioterapeuta, dentista, nutricionista, enfermeiro, psicólogo; entre outros. O pneumologista, gastro e fono; geralmente participam de todo o processo terapêutico.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como a Fonoaudiologia trata a disfagia?</h2>



<p>Realizando o Gerenciamento dos distúrbios da deglutição e da alimentação via oral por meio de exercícios terapêuticos, manobras facilitadoras e protetoras das vias respiratórias. Também pode participar na realização dos exames complementares dos transtornos da deglutição (videofluoroscopia – exame dinâmico de imagem e nasofibroscopia de deglutição).</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que é alimentação terapêutica?</h2>



<p>Quando a disfagia é severa e faz utilização de sondas, o paciente poderá deglutir em situações controladas, geralmente pela fonoaudióloga ou enfermeira treinada pela fonoaudióloga. A alimentação oral será ministrada em quantidade e consistência específica de acordo com a habilidade do paciente. A necessidade nutricional será suprida através da alimentação alternativa (sondas enterais ou gástricas). À medida que o paciente melhora, os membros da família e/ou cuidadores auxiliam nos treinos.</p>



<p>Se você se identificou com essas dúvidas e possui um conhecido nesta situação; mande suas dúvidas ou marque uma consulta conosco!!</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Memória e seus mistérios…</title>
		<link>https://fonoaudiologia.med.br/memoria-e-seus-misterios/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Thais Diniz de Carvalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Apr 2010 21:21:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gerontologia]]></category>
		<category><![CDATA[Neurologia]]></category>
		<category><![CDATA[AVC]]></category>
		<category><![CDATA[AVE]]></category>
		<category><![CDATA[envelhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[memória]]></category>
		<category><![CDATA[neurologia]]></category>
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					<description><![CDATA[A memória pode ser definida como a capacidade de adquirir,&#160;guardar e lembrar informações, sempre que precisamos recordar de algo acontecido. Essas informações podem ser armazenadas por períodos diferentes: segundos, meses, anos; etc. Existem três tipos básicos de memória: Memória de curto prazo: Depende do sistema límbico, o centro das emoções, que está envolvido nos processos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A memória pode ser definida como a capacidade de adquirir,&nbsp;guardar e lembrar informações, sempre que precisamos recordar de algo acontecido. Essas informações podem ser armazenadas por períodos diferentes: segundos, meses, anos; etc.</p>



<p>Existem três tipos básicos de memória:</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Memória de curto prazo:</strong></h2>



<p>Depende do sistema límbico, o centro das emoções, que está envolvido nos processos de retenção e consolidação de informações novas. Hoje em dia também se supõe que a consolidação temporária da informação envolve estruturas como o hipocampo, a amígdala, o córtex entorrinal e o giro para-hipocampal, sendo depois transferida para as áreas de associação do neocórtex parietal e temporal. As vias que chegam e que saem do hipocampo também são importantes para o estudo da anatomia da memória. A partir daí ocorre então, o armazenamento de informações que reverberam no circuito ainda por algum tempo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Memória operacional:</strong></h2>



<p>Compreende um sistema de controle de atenção (executivo central), auxiliado por dois sistemas de suporte (de natureza vísuo-espacial e outro de natureza fonológica) que ajudam no armazenamento temporário e na manipulação das informações. O executivo central tem capacidade limitada e função de selecionar estratégias e planos, tendo sua atividade relacionada ao funcionamento do lobo frontal, que supervisiona as informações. Também o cerebelo está envolvido na memória operacional. No sistema fonológico, a articulação subvocal auxilia na manutenção da informação; lesões nos giros supra marginal e angular do hemisfério esquerdo geram dificuldades na memória verbal auditiva de curta duração. Esse sistema está relacionado à aquisição de linguagem.</p>



<p>Através dela armazenamos temporariamente informações que serão úteis apenas para o raciocínio imediato e a resolução de problemas, ou para a elaboração de comportamentos, podendo ser esquecidas logo a seguir. Em outras palavras, ela mantém a informação viva durante poucos segundos ou minutos, enquanto ela está sendo percebida ou processada. Armazenamos em nossa memória operacional, por exemplo, o local onde estacionamos o automóvel, uma informação que será necessária até o momento de chegarmos até o carro. Esta forma de memória é sustentada pela atividade elétrica de neurônios do córtex pré-frontal (a área do lobo frontal anterior ao córtex motor).</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Memória de Longo Prazo:</strong></h2>



<p><strong>Memória explícita</strong>: Depende de estruturas do lobo temporal medial (incluindo o hipocampo, o córtex entorrinal e o córtex para-hipocampal) e do diencéfalo. Pacientes com disfunção dos lobos frontais têm mais dificuldades para a memória episódica do que para a memória semântica; ou seja, paciente apresenta menores dificuldades para lembrar nomes e significados de várias nomenclaturas ou classes do que para lembrar situações ou momentos de sua vida. Já lesões no lobo parietal esquerdo apresentam prejuízos na memória semântica, relativo ao significado das coisas.</p>



<p>Abaixo, algumas considerações importantes:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Memória episódica</strong> &#8211; quando envolve eventos datados, isto é relacionado ao tempo. Usamos a memória episódica, por exemplo, quando lembramos do ataque terrorista em 11 de setembro.</li>



<li><strong>Memória semântica </strong>&#8211; Abrange a memória do significado das palavras (do latim &#8220;significado&#8221;). É a coparticipação partilhada do significado de uma palavra que possibilita às pessoas manterem conversas com significado. A memória semântica ocorre quando envolve conceitos atemporais. Usamos este tipo de memória ao aprender que Einstein criou a teoria da relatividade, ou que a capital da Itália é Roma.</li>
</ul>



<p><strong>Memória implícita</strong>: relativo ao aprendizado de atos motores. A aprendizagem de habilidades motoras depende de aferências corticais de áreas sensoriais de associação para o corpo estriado ou para os núcleos da base. O condicionamento das respostas da musculatura esquelética depende do cerebelo, enquanto o condicionamento das respostas emocionais depende da amígdala. É a memória para procedimentos e habilidades, por exemplo, a habilidade para dirigir, jogar bola, dar um nó no cordão do sapato e da gravata etc. Pode ser de quatro subtipos.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>memória adquirida</strong> e evocada por meio de &#8220;dicas&#8221; (Priming) (ou memória de representação perceptual) &#8211; que corresponde à imagem de um evento, preliminar à compreensão do que ele significa. Um objeto, por exemplo, pode ser retido nesse tipo de memória implícita antes que saibamos o que é, para que serve etc. Considera-se que a memória pode ser evocada por meio de &#8220;dicas&#8221; (fragmentos de uma imagem, a primeira palavra de uma poesia, certos gestos, odores ou sons).</li>



<li><strong>memória de procedimentos</strong> &#8211; refere-se às habilidades e hábitos. Conhecemos os movimentos necessários para dar um nó em uma gravata, nadar, dirigir um carro, sem que seja preciso descrevê-lo verbalmente.</li>



<li><strong>memória associativa</strong></li>



<li><strong>memória não-associativa</strong> &#8211; Estas duas últimas estão estreitamente relacionadas a algum tipo de resposta ou comportamento. Empregamos a memória associativa, por exemplo, quando começamos a salivar pelo simples fato de olhar para um alimento apetitoso, por termos, em algum momento de nossa vida associado seu aspecto ou cheiro à alimentação. Por outro lado, usamos a memória não associativa quando, sem nos darmos conta, aprendemos que um estímulo repetitivo, por exemplo, o latido de um cãozinho, não traz riscos, o que nos faz relaxar e ignorá-lo.</li>
</ul>



<p>Qualquer evento que altere o estado normal da memória, poderá resultar na dificuldade em reter, manter ou resgatar fatos, situações, nomes de pessoas, objetos dentre outros. Quando isso ocorre a indicação é sempre o trabalho multidisciplinar base&nbsp;envolvendo: neurologista, fonoaudiólogo, psicólogo e geriatra.</p>



<p>Alterações na memória? Marque sua avaliação conosco!</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Disfagia &#8211; Saber é poder, poder é tratar!</title>
		<link>https://fonoaudiologia.med.br/disfagia-saber-e-poder-poder-e-tratar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Thais Diniz de Carvalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Mar 2010 21:01:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Disfagia]]></category>
		<category><![CDATA[Gerontologia]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[AVC]]></category>
		<category><![CDATA[AVE]]></category>
		<category><![CDATA[disartria]]></category>
		<category><![CDATA[disfagia]]></category>
		<category><![CDATA[flacidez]]></category>
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					<description><![CDATA[O termo disfagia pode se referir tanto à dificuldade de iniciar a deglutição (geralmente denominada disfagia orofaríngea) quanto à sensação de que alimentos sólidos e/ou líquidos estão retidos de algum modo na sua passagem da boca para o estômago (geralmente denominada disfagia esofágica). A disfagia orofaríngea também pode ser denominada disfagia &#8220;alta” ou &#8220;baixa&#8221; conforme [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O termo disfagia pode se referir tanto à dificuldade de iniciar a deglutição (geralmente denominada disfagia orofaríngea) quanto à sensação de que alimentos sólidos e/ou líquidos estão retidos de algum modo na sua passagem da boca para o estômago (geralmente denominada disfagia esofágica).</p>



<p>A disfagia orofaríngea também pode ser denominada disfagia &#8220;alta” ou &#8220;baixa&#8221; conforme sua localização.</p>



<p>A disfagia alta é a nível de cavidade oral e “início da garganta” e é caracterizada por inúmeras características; dentre elas:&nbsp;mastigação lenta, diminuição dos movimentos mastigatórios, bolo alimentar não bem formado, resíduos alimentares após a deglutição.</p>



<p>A disfagia esofágica também pode ser denominada disfagia &#8220;baixa&#8221;, referindo-se a uma provável localização no esôfago, (canal por onde passa a comida, localizado na garganta). Esta suspeita é reforçada quando uma disfagia intermitente para sólidos e líquidos estiver associada a dor torácica. A Disfagia que ocorre apenas para sólidos, mas nunca para líquidos, sugere a possibilidade de uma dificuldade alimentar a nível de esôfago; uma obstrução, como por exemplo.</p>



<p>A disfagia é um problema comum, sua incidência pode chegar a 33% nos atendimentos de urgência, e estudos em asilos de idosos tem mostrado que de 30 a 40% dos pacientes tem distúrbios de deglutição, resultando em alta incidência de complicações por aspiração. Mas se não tratada adequadamente, pode levar o paciente a óbito.</p>



<p>Há poucas opções de tratamento para a disfagia orofaríngea, pois os distúrbios neuromusculares e neurológicos que a produzem dificilmente podem ser corrigidos por tratamento clínico ou cirúrgico, sondas.</p>



<p>Na atualidade, o tratamento que tem se mostrado mais eficaz e sem contraindicação, quando ministrado por especialistas no assunto, é o tratamento ministrado por um fonoaudiólogo em consoante com equipe médica (gastroenterologistas, neurologistas, nutricionistas; dentre outros).&nbsp;</p>



<p>Em fonoaudiologia, uma investigação minuciosa é realizada e várias técnicas terapêuticas têm sido empregadas&nbsp;para ajudar na deglutição&nbsp;saudável e funcional do paciente, contribuindo, dentre outras,&nbsp;para a não colocação da sonda quando ele não consegue se alimentar.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>&nbsp;Podemos detectar a disfagia, levando-se em consideração alguns sinais que o paciente dá; tais como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Dificuldade em iniciar a deglutição</li>



<li>Regurgitação nasal</li>



<li>Tosse</li>



<li>Fala anasalada</li>



<li>Redução no reflexo de tosse</li>



<li>Engasgamento (note que a aspiração e penetração laríngeas podem ocorrer sem tosse ou tosse).</li>



<li>Disartria e diplopia (podem acompanhar condições neurológicas que causam disfagia orofaríngea).</li>



<li>A halitose pode estar presente em pacientes com presença de resíduos alimentares e na presença de patologias específicas.</li>
</ul>



<p>Em síntese, o paciente precisa ser avaliado sempre que houver a suspeita de qualquer um dos sinais/sintomas acima. Cuidadores, familiares, acompanhantes; todos devem estar atentos a qualquer um desses sintomas.</p>



<p>Quer certificar a presença da disfagia ou tem dúvidas???</p>



<p>Procure por um&nbsp;especialista, o fonoaudiólogo mais próximo de você!!</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Dificuldades na comunicação e como perceber &#8211; Em idosos!!</title>
		<link>https://fonoaudiologia.med.br/dificuldades-na-comunicacao-e-como-perceber-em-idosos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Thais Diniz de Carvalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 May 2009 15:34:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gerontologia]]></category>
		<category><![CDATA[Neurologia]]></category>
		<category><![CDATA[afasia]]></category>
		<category><![CDATA[AVC]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[envelhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[gerontologia]]></category>
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					<description><![CDATA[Afasia &#8211; Uma Abordagem Luriana A afasia é definida como um distúrbio na percepção e expressão da linguagem, é uma alteração&#160;na comunicação e da formulação do pensamento. Uma pessoa afásica, apresenta dificuldades na compreensão e na emissão da fala e da linguagem, adquirida em consequência de uma lesão nas áreas cerebrais responsáveis pela fala ou [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Afasia &#8211; Uma Abordagem Luriana</strong></h2>



<p>A afasia é definida como um distúrbio na percepção e expressão da linguagem, é uma alteração&nbsp;na comunicação e da formulação do pensamento. Uma pessoa afásica, apresenta dificuldades na compreensão e na emissão da fala e da linguagem, adquirida em consequência de uma lesão nas áreas cerebrais responsáveis pela fala ou pela compreensão das palavras faladas. Podendo ter diferentes causas, tais como: um acidente vascular cerebral, um trauma cranioencefálico ou um aneurisma.</p>



<p>A linguagem do afásico é reduzida e simplificada ao máximo, ou desviada semântica, fonêmica e morfologicamente da linguagem normal. A compreensão apresenta-se com dificuldades, necessitando de pistas, repetições, apoios e ordens bem curtas e objetivas para serem mais bem recebidas. Conforme o local exato da lesão cerebral serão determinados tipos diferentes de alterações. Abaixo, as principais classificações, conforme Lúria:</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Afasia Total:</strong></h3>



<p>A afasia é chamada total quando compromete todas as modalidades de linguagem. Tanto a recepção quanto a emissão estão comprometidas. A comunicação é inexistente. É a forma mais grave, geralmente acompanhada de outros comprometimentos neurológicos e motores.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Afasia de Wernicke:</strong></h3>



<p>Estão comprometidas tanto a compreensão como a expressão, entretanto sem a existência de dificuldades na articulação das palavras. Poderá haver um predomínio de dificuldade na área semântica quando o indivíduo consegue emitir perfeitamente as palavras, porém não compreende o que lhe é solicitado, quando quer se expressar tem dificuldades, por exemplo, sua intenção é a emissão da palavra &#8220;mesa&#8221;, mas fala &#8220;cadeira&#8221;, ou ainda um predomínio maior na área fonêmica, quando ao invés de articular &#8220;lua&#8221; substitui por &#8220;sua&#8221; ou &#8216;nua&#8217;, pois os significados distintos não são percebidos pelo indivíduo afásico.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Afasia de Broca:</strong></h3>



<p>A expressão oral encontra-se alterada, acompanhada de redução de linguagem. O&nbsp;indivíduo não consegue articular os sons, tem dificuldade em reconhecer os chamados pontos de articulação (por exemplo: na emissão do p, juntamos os lábios e esta associação não é feita), existe dificuldade também na área de cálculos e escrita. Também ocorrem os chamados jargões, o indivíduo utiliza sempre uma mesma palavra ou frase curta para diferentes situações de comunicação.</p>



<p>* Essa classificação é didática e a afasia poderá apresentar-se em vários níveis de comprometimento.</p>



<p>A atuação fonoaudiológica junto aos pacientes afásicos tem sido primordial na recuperação total ou parcial, dependendo de cada caso, da linguagem e fala. Hoje em dia sabe-se que algumas partes do cérebro podem assumir em parte outras que estejam comprometidas. Quanto mais são estimuladas as funções neuronais, maiores as possibilidades de respostas, é a chamada plasticidade neuronal.</p>



<p>Independente do grau ou tipo de afasia existente, a reeducação das funções da fala e da linguagem é sempre válida e deve ser iniciada o quanto antes melhorando assim o prognóstico.</p>



<p>É prioritário que a família se envolva com a recuperação, estimulando o afásico a buscar sempre a comunicação e jamais o isolamento.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Classificação de Luria</strong></h2>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>SÍNDROMES DE AFASIAS LURIANAS</strong></h3>



<p>A partir de um estudo de pacientes com distúrbios de linguagem consequentes de traumatismo cerebral, Luria em 1970 descreveu sete tipos de afasias:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>afasia motora eferente (cinética);</li>



<li>afasia dinâmica frontal;</li>



<li>afasia pré-motora;</li>



<li>afasia aferente (apraxia);</li>



<li>afasia sensorial (acústica);</li>



<li>afasia acústico-mnésica;</li>



<li>afasia semântica.</li>
</ul>



<p>Através do mapeamento dos pontos de lesão em soldados feridos, e examinando sua associação com distúrbios de fala e linguagem, Luria conseguiu estabelecer uma correlação entre as síndromes das afasias citadas acima e os territórios cerebrais lesados.</p>



<p>É importante levar em conta que Luria organizou sua classificação das afasias com base em ferimentos causados por artilharia. São necessários maiores estudos para confirmar a relevância desse sistema de classificação para os casos de acidente vascular cerebral.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Afasia Motora Eferente (cinética):</h3>



<p>Os pacientes que apresentam afasia motora eferente possuem dificuldades para traduzir os pensamentos em linguagem, embora sejam capazes de pronunciar facilmente sons isolados, não conseguem produzir esses mesmos sons como parte de uma palavra inteira.</p>



<p>Particularmente, os afásicos motores eferentes têm dificuldades em mudar de uma posição articulatória para outra, sendo assim seu distúrbio de fala é mais aparente na pronúncia de palavras multi-silábicas ou de combinações de palavras.</p>



<p>Segundo Luria, existem dois componentes essenciais da afasia motora eferente, sendo que o primeiro envolve a perda da organização seriada da fala e o segundo produz uma perturbação de fala externa. A determinação da estrutura predicativa e dos esquemas dinâmicos da produção da fala subsequente faz parte da formulação da fala interna.</p>



<p>Portanto, uma ruptura da fala interna nesses pacientes torna impossível a formulação de frases, tornando-se ausentes da fala cotidiana dos afásicos motores eferentes. Do mesmo modo, a perda da fala interna causa a ruptura do esquema dinâmico das palavras, que leva à perda do significado predicativo das palavras, e torna a articulação das palavras também impossível.</p>



<p>A afasia motora eferente também vai causar uma perturbação na escrita parecido com o distúrbio da fala. Muitos têm hemiparesia direito concomitante, associada à lesão envolvendo a região pré-motora inferior do hemisfério esquerdo.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Afasia Dinâmica Frontal:</strong></h3>



<p>Os pacientes com afasia dinâmica frontal são capazes de pronunciar palavras (repetição) e distinguir sons falados, mas têm privação da fala espontânea e raramente se utilizam da fala para se comunicar.</p>



<p>A deficiência da escrita é semelhante à da fala. Embora estes afásicos possam seguir instruções simples, a compreensão também é deficiente, bem como a leitura em voz alta. Hemiplegia e hemiparesia são comuns nesse tipo de afasia. Segundo Luria, a lesão se situa geralmente na parte inferior do lobo frontal esquerdo, imediatamente anterior à área de Broca.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Afasia Pré-Motora:</strong></h3>



<p>A afasia pré-motora é causada por lesões nas porções medial e superior da área pré-motora. Caracteriza-se pela perda da suavidade da fala, agramatismo e comprometimento da compreensão, da entonação e da perseveração.</p>



<p>Pacientes com afasia pré-motora têm uma pronúncia vagarosa de sons isolados e de palavras, fazendo longas pausas na transição de uma palavra para outra, e cada palavra é pronunciada com grande esforço. No entanto, a afasia pré-motora não é simplesmente representada por um distúrbio da fala motora, mas representa principalmente uma perturbação da fala interna. Particularmente, o paciente parece incapaz de guardar a esquematização da fala interna, o que conduz à fala hesitante e a uma redução da complexidade gramatical das frases produzidas. A linguagem oral e escrita se caracteriza por curtos fragmentos de frases. Os afásicos pré-motores têm uma fala monótona e, uma vez criados os padrões articulatórios, não conseguem suprimi-los, o que conduz à perseveração. A compreensão também está comprometida, de maneira que pode ser preciso repetir muitas vezes até que o paciente compreenda e, ainda assim, talvez só tenham entendimento parcial de uma exposição.</p>



<p>Luria sugere que o distúrbio básico nos pacientes com afasia pré-motora não é uma deficiência na capacidade de criar articulações, e sim uma perturbação na automaticidade da fala contínua em consequência da perturbação dos esquemas da fala. A maioria dos casos apresenta uma hemiparesia direita concomitante.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Afasia Aferente (apraxia):</strong></h3>



<p>O traço mais proeminente da afasia motora aferente é a incapacidade do paciente para determinar com presteza as posições dos componentes do mecanismo da fala (por exemplo, lábios e língua) necessários para articular os sons requeridos. Desse modo, um determinado som isolado pode ser articulado de maneiras diferentes, dependendo das sílabas onde ele ocorre. Essa dificuldade está presente tanto da fala espontânea como na receptiva.</p>



<p>Segundo Luria, a perturbação na fala expressiva envolve a dificuldade de encontrar os movimentos articulatórios necessários à pronúncia de sons isolados e de sequências de sons que se combinam para formar as palavras e as frases. Em outras palavras, esse distúrbio envolve uma perturbação apráxica dos órgãos da fala. Ao contrário das três síndromes de Luria associadas a lesões pré-motoras descritas acima, os aspectos da fala não estão comprometidos na afasia motora aferente. Embora nos casos graves o paciente não saiba como colocar a língua, os lábios etc., nos casos leves o paciente pode apenas confundir as posições para articulem as semelhantes, o que leva à substituição dos fonemas das palavras (por exemplo, parafrasia literal).</p>



<p>Déficit de escrita e leitura também estão presentes nesta afasia, bem como dispraxia ideomotora da musculatura faríngea, lingual e oral. Em alguns casos há ocorrência direita afetando mais o braço do que a perna. Segundo Luria, a lesão associada à afasia motora aferente está situada nas partes inferiores da área pós-central do hemisfério esquerdo (por exemplo, região parietal inferior esquerda).</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Afasia Sensorial (acústica):</strong></h3>



<p>A afasia sensorial (acústica) está associada a lesões nas partes superiores do lobo temporal. Os principais sintomas incluem perturbações da audição fonêmica, perda do significado das palavras, dificuldade de nomear objetos, presença de parafasias literal e verbal, além de problema na escrita.</p>



<p>A perturbação na audição fonêmica leva a um colapso das atividades linguísticas que requerem discriminações de sons. Essas atividades incluem o entendimento da linguagem, a nomeação de objetos e a lembrança de palavras. A dificuldade de compreender a linguagem falada (a perda do significado das palavras) decorre da perda da capacidade para discriminar entre fonemas com sons associados. Do mesmo modo, por não mais possuir um sistema de linguagem fonético diferenciado, o afásico sensorial encontra dificuldades para nomear objetos e para lembrar-se das palavras necessárias, fazendo então a substituição por fonemas e palavras incorretas (erros parafásicos). Em consequência dessa deficiência de sistema de linguagem fonêmico, estes são incapazes de monitorar sua própria fala e, portanto, não têm consciência dos seus erros. Assim, sendo, não podemos corrigi-los, de modo que sua fala se converte num jargão vazio, em que os componentes nominativos (substantivos) estão ausentes e sua produção fica reduzida a interjeições e expressões habituais. Os aspectos melódicos e a entonação da fala, porém, permanecem intactos.</p>



<p>Além da perda da audição de fonemas, o aspecto semântico da linguagem também está comprometido.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Afasia Acústico-Mnésica:</strong></h3>



<p>Lesões na parte posterior-inferior do lobo temporal provocam uma perturbação na memória audiovisual que acarreta a afasia acústico-mnésica. Pacientes com esta afasia têm dificuldades para reter palavras em série. Embora consigam reter palavras isoladas e repeti-las minutos depois, esses pacientes não conseguem reter uma série curta de palavras faladas, sendo capazes de reter apenas a primeira ou a última, na maior parte dos casos.</p>



<p>Na fase aguda, após o surgimento da condição afásica, o paciente pode apresentar dificuldade de compreender a fala de outras pessoas, mas em geral esse sintoma desaparece rapidamente. Neste caso a audição está preservada, as parafasias estão ausentes e a escrita também é mantida.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Afasia Semântica:</strong></h3>



<p>A afasia semântica é causada por lesões na região occipito-parieto-temporal do hemisfério esquerdo. O distúrbio da linguagem observado nesta condição não se baseia em déficit de audição nem em déficit de memória, mas representa uma perturbação das relações lógico-gramaticais. Esta afasia é caracterizada por uma incapacidade de sintetizar eventos isolados simultâneos em uma unidade significativa.</p>



<p>Os afásicos semânticos sofrem uma perda interna da estrutura semântica das palavras. Eles não têm dificuldade para ouvir e entender palavras isoladas e falam com fluência.</p>



<p>Sua audição fonêmica permanece intacta, e não demonstram esquecimento do significado primário das palavras. Frequentemente, a única perturbação de linguagem aparente é uma deficiência na nomeação de objetos, mas testes mais minuciosos revelam que, embora esses pacientes pareçam entender o sentido geral do discurso, são incapazes de perceber a relação gramatical entre as palavras, porque não podem ver a totalidade complexa da associação de palavras. Consequentemente, são incapazes de processar ou decodificar informações de acordo com as regras lógico-gramaticais da linguagem. Assim, embora a capacidade de entender palavras isoladas esteja preservada, os afásicos semânticos são incapazes de apreender o sentido de uma frase inteira. É comum a presença de distúrbio concomitante na orientação espacial, bem como dificuldades de computação (acalculia). A escrita apresenta perturbação similar à da fala.</p>



<p>Marque sua avaliação, converse com seu fonoaudiólogo!!</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Orientações aos familiares de Afásicos</title>
		<link>https://fonoaudiologia.med.br/orientacoes-aos-familiares-de-afasicos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Thais Diniz de Carvalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 May 2009 15:26:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Neurologia]]></category>
		<category><![CDATA[Orientações]]></category>
		<category><![CDATA[AVC]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[escrita]]></category>
		<category><![CDATA[gerontologia]]></category>
		<category><![CDATA[linguagem]]></category>
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					<description><![CDATA[Afasia é a perda total ou parcial da faculdade de se expressar pensamentos por meio da fala, escrita ou gestos, podendo também interferir na compreensão daquilo que é falado. Ou seja, além do paciente possuir dificuldades na fala, escrita ou gestos; ele pode também apresentar dificuldades em entender aquilo que as pessoas falam com ele. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Afasia é a perda total ou parcial da faculdade de se expressar pensamentos por meio da fala, escrita ou gestos, podendo também interferir na compreensão daquilo que é falado. Ou seja, além do paciente possuir dificuldades na fala, escrita ou gestos; ele pode também apresentar dificuldades em entender aquilo que as pessoas falam com ele. De nada tendo a ver com um problema de inteligência ou dificuldades auditivas /surdez.</p>



<p>A Afasia pode ser consequências diversas: AVCs, infartos, embolias, aneurismas, tumores cerebrais, lesando uma determinada área do cérebro responsável pelos movimentos voluntários e até mesmos involuntários, dependendo do caso.</p>



<p>O tratamento é feito multidisciplinar: Médico, fonoaudiólogo e áreas afins a patologia.</p>



<p>A Afasia não gera apenas prejuízos na área de linguagem, mas também, na psicológica (os indivíduos se tornam introvertidos, mal-humorados, nervosos, tristes e desanimados) o desejo sexual continua presente, mas, a impotência para ereção pode aparecer; dentre outras características.</p>



<p>É sempre bom conversar com seu fonoaudiólogo para que possa melhor direcioná-lo, junto à equipe, a melhor conduta a ser praticada.</p>



<p>Nestes casos a família deverá ter conhecimento sobre:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>As perdas que o Afásico sofre no dia &#8211; a &#8211; dia e como ajudar</li>



<li>Como pode melhorar a relação com o familiar em casa</li>



<li>A melhora do paciente e sua recuperação depende da lesão e do quanto ele é estimulado. É importante assim, dar sequência e sem faltar o tratamento, para não atrapalhar a organização cerebral do paciente e sua melhora. Para tanto qualquer falta, poderá comprometer SERIAMENTE o desenvolvimento do paciente.</li>
</ul>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<ul class="wp-block-list">
<li>Não tratar o paciente como criança.</li>
</ul>
</blockquote>



<ul class="wp-block-list">
<li>Respeite sua opinião e vontades, ele tem sentimentos como você. A independência futura dele começa pelas suas atitudes.</li>



<li>Se o paciente possuir dificuldades em suas atividades íntimas, como o banho ou ir ao banheiro, procure um familiar que já o ajudava anteriormente para não constranger ainda mais o mesmo.</li>



<li>Faça com que ele retorne suas atividades paulatinamente, e aos poucos. Ex: Ao invés de ficar de pijama o dia todo, peça que ele troque de roupas e ajude nas atividades fáceis em casa.</li>



<li>Não obrigue o mesmo a participar de atividades que não queira.</li>



<li>Evitar assuntos como doenças, cobranças, que possam atrapalhar o desenvolvimento do paciente.</li>



<li>É normal ora o paciente responder corretamente, ora não conseguir. O importante é sempre encorajá-lo a participar.</li>



<li>Mesmo que o paciente apresente dificuldades no manuseio de objetos, encorajá-lo a fazer sempre, mesmo que não saia 100 % correto. Ele chegará lá.</li>



<li>Quanto a comunicação, sempre se assente de frente ao mesmo, dando importância ao que o paciente fale.</li>



<li>Quando a família perceber que o paciente estiver apresentando dificuldades para compreender uma ação, faça uso de objetos concretos. Ex: Pergunte: &#8220;Que almoçar? -Segure o prato e pergunte!&#8221;</li>



<li>Fale com o paciente com velocidade normal, sem cortar ou separar sílabas lentamente.</li>



<li>Quando o paciente estiver reunido com muitas pessoas, fale uma pessoa de cada vez; falando sempre frases curtas e simples.</li>



<li>Quando não conseguir falar uma palavra ou se expressar muito bem, não cobre, apenas dê o modelo correto.</li>



<li>Elogie seus progressos, nunca demonstre ansiedade ou critique.</li>
</ul>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>&#8220;Não encontro palavras&#8221;&#8230; AVC e AFASIA &#8211; O que fazer diante disso?</title>
		<link>https://fonoaudiologia.med.br/nao-encontro-palavras-avc-e-afasia-o-que-fazer-diante-disso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Thais Diniz de Carvalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2009 22:58:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Neurologia]]></category>
		<category><![CDATA[afasia]]></category>
		<category><![CDATA[AVC]]></category>
		<category><![CDATA[AVE]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://fonoepsi.com.br/?p=144</guid>

					<description><![CDATA[O Acidente Vascular Cerebral (AVC)&#160;ou derrame cerebral, o Acidente Vascular Encefálico (AVE) é caracterizado pela interrupção da irrigação sanguínea das estruturas do encéfalo, ou seja, ocorre quando o sangue que sustenta o cérebro com oxigênio e glicose deixa de atingir a região, ocasionando a perda da funcionalidade dos neurônios. Existem dois tipos de AVE: Isquêmico: [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Acidente Vascular Cerebral (AVC)&nbsp;ou derrame cerebral, o Acidente Vascular Encefálico (AVE) é caracterizado pela interrupção da irrigação sanguínea das estruturas do encéfalo, ou seja, ocorre quando o sangue que sustenta o cérebro com oxigênio e glicose deixa de atingir a região, ocasionando a perda da funcionalidade dos neurônios.</p>



<p>Existem dois tipos de AVE:</p>



<p>Isquêmico: É o mais comum e, na maioria das vezes, tem evolução benigna e transitória.</p>



<p>Hemorrágica: Tem início súbito, não apresentam sintomas prévios e as sequelas costumam ser graves permanentes. Os principais fatores de risco para o AVE são diabetes, doenças cardíacas, fumo, hipertensão arterial, anemia, enxaquecas, contraceptivos orais, obesidade, entre outros.</p>



<p>O tratamento é voltado conforme as manifestações em cada paciente. Em fonoaudiologia, o paciente após um AVC, pode apresentar inúmeras alterações. Dentre as principais alterações está a AFASIA, que se caracteriza principalmente por: (conforme a extensão e localização da lesão cerebral) perda total ou parcial das habilidades de articulação das palavras, a perda da fluência verbal, com dificuldade de expressão verbal, nomeação de objetos e repetição de palavras.</p>



<p>Na maioria dos casos, é muito difícil para alguém com afasia interpretar o que ouve. &#8220;É como se a pessoa, mesmo ouvindo, ficasse &#8220;surda&#8221; para as palavras, por não reconhecer o significado das mesmas &#8211; A perda parcial ou total da capacidade de ler e escrever também fazem parte da sintomatologia do portador de afasia. Ele ainda pode não conseguir organizar gestos de forma a representar ou comunicar o que quer. Por exemplo, o paciente não consegue, com gestos, mostrar o que deseja fazer. Nestes casos, além da correta identificação da causa do problema, é importante que se procure um fonoaudiólogo, que pode melhorar muito a qualidade de vida e capacidade de comunicação de um indivíduo portador de Afasia.</p>



<p>Lembrando-se sempre que os três primeiros  meses são os mais importantes na reabilitação do paciente; encurtando-se assim, o tempo de tratamento e aumentando suas chances de melhora.</p>



<p>Para maiores informações, entre em contato com o profissional perto de você: Consulte seu fonoaudiólogo!!</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Atuação fonoaudiológica em Home-Care</title>
		<link>https://fonoaudiologia.med.br/atuacao-fonoaudiologica-em-home-care/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Thais Diniz de Carvalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2009 22:32:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Domiciliar - Home Care]]></category>
		<category><![CDATA[AVC]]></category>
		<category><![CDATA[gerontologia]]></category>
		<category><![CDATA[paralisia cerebral]]></category>
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					<description><![CDATA[        É a atuação realizada em domicílio, à pacientes com limitações importantes, buscando manter o seu estado de saúde e/ou minimizar os efeitos causados pela doença, contribuindo dessa forma, para a melhora da sua qualidade de vida, reabilitação de suas funções acometidas e orientações aos familiares. Os cuidados no domicílio têm como principal característica a humanização do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>        É a atuação realizada em domicílio, à pacientes com limitações importantes, buscando manter o seu estado de saúde e/ou minimizar os efeitos causados pela doença, contribuindo dessa forma, para a melhora da sua qualidade de vida, reabilitação de suas funções acometidas e orientações aos familiares. Os cuidados no domicílio têm como principal característica a humanização do atendimento ao paciente.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Público alvo: </h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>Atendimento infantil, adulto e idoso.</li>



<li>Pacientes acamados e/ou debilitados;</li>



<li>Pacientes sindrômicos;</li>



<li>Portadores de paralisia cerebral;</li>



<li>Pacientes pós AVC (acidente vascular cerebral);</li>



<li>Idosos em geral;</li>



<li>Pacientes cuja patologia ou condições físicas os impeçam de deslocar-se até o atendimento clínico especializado;</li>



<li>Pacientes clinicamente estáveis que não mais necessitam dos serviços oferecidos pelos hospitais e que necessitem dar continuidade ao tratamento fonoaudiológico; </li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">Objetivos: </h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>Atender ao paciente de forma personalizada;</li>



<li>Inserir o processo fonoaudiológico à dinâmica de vida do paciente e de seus familiares;</li>



<li>Diminuir risco de internações ou reinternações hospitalares;</li>



<li>Evitar exposição aos riscos do ambiente hospitalar (infecção, depressão, etc).</li>
</ul>



<p>Melhorar a sua qualidade de vida e dos seus familiares. Conheça mais este benefício, ligue para nós!!</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Atuação da Fonoaudiologia na Disfagia</title>
		<link>https://fonoaudiologia.med.br/atuacao-da-fonoaudiologia-na-disfagia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Thais Diniz de Carvalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Feb 2009 22:18:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Disfagia]]></category>
		<category><![CDATA[Gerontologia]]></category>
		<category><![CDATA[AVC]]></category>
		<category><![CDATA[disfagia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://fonoepsi.com.br/?p=82</guid>

					<description><![CDATA[Disfagia é um distúrbio da deglutição, em diferentes fases: preparatória oral, faríngea e esofágica, afetando crianças e adultos. A deglutição acontece de forma imprecisa e lenta, com diferentes alimentos. Não é uma doença e sim um sintoma de um AVC ou um traumatismo craniano, como por exemplo. Os principais sintomas são: A Reabilitação Fonoaudiológica trata-se de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Disfagia é um distúrbio da deglutição, em diferentes fases: preparatória oral, faríngea e esofágica, afetando crianças e adultos. A deglutição acontece de forma imprecisa e lenta, com diferentes alimentos. Não é uma doença e sim um sintoma de um AVC ou um traumatismo craniano, como por exemplo. <em>Os principais sintomas são</em>:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>» tosse, durante ou após deglutição ou &#8220;voz molhada&#8221;;</li>



<li>» pigarro durante ou após deglutição;</li>



<li>» modificação na dieta (consistência, quantidade);</li>



<li>» presença de sialorréia;</li>



<li>» variação de peso;</li>



<li>» incoordenação respiratória enquanto dorme;</li>



<li>» mudança na postura de cabeça durante alimentação;</li>



<li>» utilização de algum medicamento.<em>As causas mais comuns da disfagia são problemas neurológicos como:</em></li>



<li>» AVC (acidente vascular cerebral) e TCE (traumatismo crânio encefálico);</li>



<li>» doença de Parkinson;</li>



<li>» mal de Alzheimer;</li>



<li>» miastenia grave;</li>



<li>» disfagia muscular;</li>



<li>» esclerose lateral amiotrófica (ELA);</li>



<li>» paralisia cerebral.</li>
</ul>



<p><em>A Reabilitação Fonoaudiológica t</em>rata-se de restabelecer a função normal, ou compensatória, fazendo com que o paciente consiga se alimentar normalmente e reduzindo a probabilidade da utilização ou indicação do uso de sondas para a alimentação; acontecendo em 2 níveis: </p>



<p>1. A reabilitação propriamente dita, pode ser feita através das técnicas passivas e ativas </p>



<p>2. O gerenciamento das alterações de deglutição e treinamento junto ao paciente e familiares.</p>



<p>Conheça mais, converse com seu fonoaudiólogo!!<br><br>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
