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	<title>envelhecimento &#8211; Bless Fonoaudiologia</title>
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	<description>Thais Diniz de Carvalho, fonoaudióloga. Lavras - MG</description>
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	<title>envelhecimento &#8211; Bless Fonoaudiologia</title>
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	<item>
		<title>Siringomielia &#8211; Você já ouviu falar?</title>
		<link>https://fonoaudiologia.med.br/siringomielia-voce-ja-ouviu-falar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Thais Diniz de Carvalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Dec 2012 17:08:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gerontologia]]></category>
		<category><![CDATA[disartria]]></category>
		<category><![CDATA[disfagia]]></category>
		<category><![CDATA[envelhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[fala]]></category>
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					<description><![CDATA[A constituição da medula espinhal é como o cérebro, uma parte central em forma de borboleta da matéria cinzenta onde predominam células nervosas e fibras nervosas envolvidas predominantemente na matéria branca. Durante todo o caminho da medula, nascem todos os nervos sensitivos e motores a partir da base da cabeça até o fim da coluna [&#8230;]]]></description>
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<p>A constituição da medula espinhal é como o cérebro, uma parte central em forma de borboleta da matéria cinzenta onde predominam células nervosas e fibras nervosas envolvidas predominantemente na matéria branca. Durante todo o caminho da medula, nascem todos os nervos sensitivos e motores a partir da base da cabeça até o fim da coluna vertebral no cocxis. Quando aparece uma cavidade como um quisto na medula espinhal que afeta principalmente a matéria cinzenta é siringomielia, porque o buraco central muda o aspecto da medula espinhal numa flauta ou syrinx, em grego, na maioria dos casos não se sabe por que se forma.</p>



<p>Muitas podem ser as causas, como no caso de trauma, tumor, infecção, fixação da coluna vertebral na região lombar por doenças congênitas, como espinha bífida, meningocele e mielomeningocele. Mas na maioria dos casos a causa é desconhecida, não se detecta causa nenhuma.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://fonoaudiologia.med.br/wp-content/uploads/2025/02/siringomielia.jpg" alt="aspecto da medula espinhal numa flauta ou syrinx" title="Siringomielia - Você já ouviu falar? 1"></figure></div>


<p>O paciente tem alterações em algumas partes do seu corpo, especialmente nos braços, de tal maneira que nota o tato, mas não a temperatura dos objetos, por isso queima facilmente, porque não sente dor. Há perda de massa muscular e presença fraqueza da força, alterações da marcha, podendo-se chegar à deficiência caso não seja tratado por equipe multidisciplinar: equipe médica, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais.</p>



<p>Geralmente, recomenda-se a cirurgia para pacientes com siringomielia. O principal objetivo da cirurgia é o de proporcionar mais espaço para o cerebelo na base do crânio e a parte superior do pescoço, sem passar pelo cérebro ou medula espinhal. Isto permite que a cavidade primária se aplane ou desapareça. Se siringomielia for causada por um tumor, o tratamento de escolha é a remoção do tumor, o que quase sempre elimina as siringes.</p>



<p>A cirurgia permite estabilizar os sintomas ou melhorar ligeiramente na maioria dos pacientes. Atrasos no tratamento pode causar danos irreversíveis à medula espinhal. A recorrência de siringomielia após a cirurgia pode exigir operações adicionais, em alguns casos a cirurgia não gera bons resultados.</p>



<p>Em alguns doentes, pode ser necessário drenar a siringe, que pode ser alcançada através de um cateter, drenos e válvulas. Este sistema também é conhecido como derivação ventrículo-peritoneal, muito utilizado nos casos de hidrocefalia. Com a drenagem do excesso de fluidos, alivia-se dor, dores de cabeça (cefaleia) e rigidez. Normalmente, os sintomas continuam, se não corrigir a anomalia.</p>



<p>Não existem medicamentos que podem tratar e curar siringomielia. A radiação é usada frequentemente e produz poucos benefícios exceto na presença de um tumor.</p>



<p>A fisioterapia atua no alívio das dores, principalmente na fase aguda da doença, onde o paciente queixa de dor e formigamento no pescoço e nos ombros.</p>



<p>Em fonoaudiologia várias alterações a nível que altera a qualidade do paciente podem ocorrer, tais como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Disfagia/ *com risco de aspiração silenciosa e risco de pneumonia aspirativa, (tanto de fase oral,</li>



<li>fase *laríngea, fase esofagiana) fala com alterações fonéticas / disartria pela perda de força da musculatura de cabeça de pescoço.</li>



<li>Também verificamos o acúmulo de secreções e dificuldades na execução / produção de tosse produtiva para a drenagem dela, com o objetivo de deixar limpa a região de pregas vocais / traqueia e consequentemente os pulmões do paciente.</li>
</ul>
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			</item>
		<item>
		<title>Memória e seus mistérios…</title>
		<link>https://fonoaudiologia.med.br/memoria-e-seus-misterios/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Thais Diniz de Carvalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Apr 2010 21:21:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gerontologia]]></category>
		<category><![CDATA[Neurologia]]></category>
		<category><![CDATA[AVC]]></category>
		<category><![CDATA[AVE]]></category>
		<category><![CDATA[envelhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[memória]]></category>
		<category><![CDATA[neurologia]]></category>
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					<description><![CDATA[A memória pode ser definida como a capacidade de adquirir,&#160;guardar e lembrar informações, sempre que precisamos recordar de algo acontecido. Essas informações podem ser armazenadas por períodos diferentes: segundos, meses, anos; etc. Existem três tipos básicos de memória: Memória de curto prazo: Depende do sistema límbico, o centro das emoções, que está envolvido nos processos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A memória pode ser definida como a capacidade de adquirir,&nbsp;guardar e lembrar informações, sempre que precisamos recordar de algo acontecido. Essas informações podem ser armazenadas por períodos diferentes: segundos, meses, anos; etc.</p>



<p>Existem três tipos básicos de memória:</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Memória de curto prazo:</strong></h2>



<p>Depende do sistema límbico, o centro das emoções, que está envolvido nos processos de retenção e consolidação de informações novas. Hoje em dia também se supõe que a consolidação temporária da informação envolve estruturas como o hipocampo, a amígdala, o córtex entorrinal e o giro para-hipocampal, sendo depois transferida para as áreas de associação do neocórtex parietal e temporal. As vias que chegam e que saem do hipocampo também são importantes para o estudo da anatomia da memória. A partir daí ocorre então, o armazenamento de informações que reverberam no circuito ainda por algum tempo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Memória operacional:</strong></h2>



<p>Compreende um sistema de controle de atenção (executivo central), auxiliado por dois sistemas de suporte (de natureza vísuo-espacial e outro de natureza fonológica) que ajudam no armazenamento temporário e na manipulação das informações. O executivo central tem capacidade limitada e função de selecionar estratégias e planos, tendo sua atividade relacionada ao funcionamento do lobo frontal, que supervisiona as informações. Também o cerebelo está envolvido na memória operacional. No sistema fonológico, a articulação subvocal auxilia na manutenção da informação; lesões nos giros supra marginal e angular do hemisfério esquerdo geram dificuldades na memória verbal auditiva de curta duração. Esse sistema está relacionado à aquisição de linguagem.</p>



<p>Através dela armazenamos temporariamente informações que serão úteis apenas para o raciocínio imediato e a resolução de problemas, ou para a elaboração de comportamentos, podendo ser esquecidas logo a seguir. Em outras palavras, ela mantém a informação viva durante poucos segundos ou minutos, enquanto ela está sendo percebida ou processada. Armazenamos em nossa memória operacional, por exemplo, o local onde estacionamos o automóvel, uma informação que será necessária até o momento de chegarmos até o carro. Esta forma de memória é sustentada pela atividade elétrica de neurônios do córtex pré-frontal (a área do lobo frontal anterior ao córtex motor).</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Memória de Longo Prazo:</strong></h2>



<p><strong>Memória explícita</strong>: Depende de estruturas do lobo temporal medial (incluindo o hipocampo, o córtex entorrinal e o córtex para-hipocampal) e do diencéfalo. Pacientes com disfunção dos lobos frontais têm mais dificuldades para a memória episódica do que para a memória semântica; ou seja, paciente apresenta menores dificuldades para lembrar nomes e significados de várias nomenclaturas ou classes do que para lembrar situações ou momentos de sua vida. Já lesões no lobo parietal esquerdo apresentam prejuízos na memória semântica, relativo ao significado das coisas.</p>



<p>Abaixo, algumas considerações importantes:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Memória episódica</strong> &#8211; quando envolve eventos datados, isto é relacionado ao tempo. Usamos a memória episódica, por exemplo, quando lembramos do ataque terrorista em 11 de setembro.</li>



<li><strong>Memória semântica </strong>&#8211; Abrange a memória do significado das palavras (do latim &#8220;significado&#8221;). É a coparticipação partilhada do significado de uma palavra que possibilita às pessoas manterem conversas com significado. A memória semântica ocorre quando envolve conceitos atemporais. Usamos este tipo de memória ao aprender que Einstein criou a teoria da relatividade, ou que a capital da Itália é Roma.</li>
</ul>



<p><strong>Memória implícita</strong>: relativo ao aprendizado de atos motores. A aprendizagem de habilidades motoras depende de aferências corticais de áreas sensoriais de associação para o corpo estriado ou para os núcleos da base. O condicionamento das respostas da musculatura esquelética depende do cerebelo, enquanto o condicionamento das respostas emocionais depende da amígdala. É a memória para procedimentos e habilidades, por exemplo, a habilidade para dirigir, jogar bola, dar um nó no cordão do sapato e da gravata etc. Pode ser de quatro subtipos.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>memória adquirida</strong> e evocada por meio de &#8220;dicas&#8221; (Priming) (ou memória de representação perceptual) &#8211; que corresponde à imagem de um evento, preliminar à compreensão do que ele significa. Um objeto, por exemplo, pode ser retido nesse tipo de memória implícita antes que saibamos o que é, para que serve etc. Considera-se que a memória pode ser evocada por meio de &#8220;dicas&#8221; (fragmentos de uma imagem, a primeira palavra de uma poesia, certos gestos, odores ou sons).</li>



<li><strong>memória de procedimentos</strong> &#8211; refere-se às habilidades e hábitos. Conhecemos os movimentos necessários para dar um nó em uma gravata, nadar, dirigir um carro, sem que seja preciso descrevê-lo verbalmente.</li>



<li><strong>memória associativa</strong></li>



<li><strong>memória não-associativa</strong> &#8211; Estas duas últimas estão estreitamente relacionadas a algum tipo de resposta ou comportamento. Empregamos a memória associativa, por exemplo, quando começamos a salivar pelo simples fato de olhar para um alimento apetitoso, por termos, em algum momento de nossa vida associado seu aspecto ou cheiro à alimentação. Por outro lado, usamos a memória não associativa quando, sem nos darmos conta, aprendemos que um estímulo repetitivo, por exemplo, o latido de um cãozinho, não traz riscos, o que nos faz relaxar e ignorá-lo.</li>
</ul>



<p>Qualquer evento que altere o estado normal da memória, poderá resultar na dificuldade em reter, manter ou resgatar fatos, situações, nomes de pessoas, objetos dentre outros. Quando isso ocorre a indicação é sempre o trabalho multidisciplinar base&nbsp;envolvendo: neurologista, fonoaudiólogo, psicólogo e geriatra.</p>



<p>Alterações na memória? Marque sua avaliação conosco!</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Dificuldades na comunicação e como perceber &#8211; Em idosos!!</title>
		<link>https://fonoaudiologia.med.br/dificuldades-na-comunicacao-e-como-perceber-em-idosos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Thais Diniz de Carvalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 May 2009 15:34:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gerontologia]]></category>
		<category><![CDATA[Neurologia]]></category>
		<category><![CDATA[afasia]]></category>
		<category><![CDATA[AVC]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[envelhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[gerontologia]]></category>
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					<description><![CDATA[Afasia &#8211; Uma Abordagem Luriana A afasia é definida como um distúrbio na percepção e expressão da linguagem, é uma alteração&#160;na comunicação e da formulação do pensamento. Uma pessoa afásica, apresenta dificuldades na compreensão e na emissão da fala e da linguagem, adquirida em consequência de uma lesão nas áreas cerebrais responsáveis pela fala ou [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Afasia &#8211; Uma Abordagem Luriana</strong></h2>



<p>A afasia é definida como um distúrbio na percepção e expressão da linguagem, é uma alteração&nbsp;na comunicação e da formulação do pensamento. Uma pessoa afásica, apresenta dificuldades na compreensão e na emissão da fala e da linguagem, adquirida em consequência de uma lesão nas áreas cerebrais responsáveis pela fala ou pela compreensão das palavras faladas. Podendo ter diferentes causas, tais como: um acidente vascular cerebral, um trauma cranioencefálico ou um aneurisma.</p>



<p>A linguagem do afásico é reduzida e simplificada ao máximo, ou desviada semântica, fonêmica e morfologicamente da linguagem normal. A compreensão apresenta-se com dificuldades, necessitando de pistas, repetições, apoios e ordens bem curtas e objetivas para serem mais bem recebidas. Conforme o local exato da lesão cerebral serão determinados tipos diferentes de alterações. Abaixo, as principais classificações, conforme Lúria:</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Afasia Total:</strong></h3>



<p>A afasia é chamada total quando compromete todas as modalidades de linguagem. Tanto a recepção quanto a emissão estão comprometidas. A comunicação é inexistente. É a forma mais grave, geralmente acompanhada de outros comprometimentos neurológicos e motores.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Afasia de Wernicke:</strong></h3>



<p>Estão comprometidas tanto a compreensão como a expressão, entretanto sem a existência de dificuldades na articulação das palavras. Poderá haver um predomínio de dificuldade na área semântica quando o indivíduo consegue emitir perfeitamente as palavras, porém não compreende o que lhe é solicitado, quando quer se expressar tem dificuldades, por exemplo, sua intenção é a emissão da palavra &#8220;mesa&#8221;, mas fala &#8220;cadeira&#8221;, ou ainda um predomínio maior na área fonêmica, quando ao invés de articular &#8220;lua&#8221; substitui por &#8220;sua&#8221; ou &#8216;nua&#8217;, pois os significados distintos não são percebidos pelo indivíduo afásico.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Afasia de Broca:</strong></h3>



<p>A expressão oral encontra-se alterada, acompanhada de redução de linguagem. O&nbsp;indivíduo não consegue articular os sons, tem dificuldade em reconhecer os chamados pontos de articulação (por exemplo: na emissão do p, juntamos os lábios e esta associação não é feita), existe dificuldade também na área de cálculos e escrita. Também ocorrem os chamados jargões, o indivíduo utiliza sempre uma mesma palavra ou frase curta para diferentes situações de comunicação.</p>



<p>* Essa classificação é didática e a afasia poderá apresentar-se em vários níveis de comprometimento.</p>



<p>A atuação fonoaudiológica junto aos pacientes afásicos tem sido primordial na recuperação total ou parcial, dependendo de cada caso, da linguagem e fala. Hoje em dia sabe-se que algumas partes do cérebro podem assumir em parte outras que estejam comprometidas. Quanto mais são estimuladas as funções neuronais, maiores as possibilidades de respostas, é a chamada plasticidade neuronal.</p>



<p>Independente do grau ou tipo de afasia existente, a reeducação das funções da fala e da linguagem é sempre válida e deve ser iniciada o quanto antes melhorando assim o prognóstico.</p>



<p>É prioritário que a família se envolva com a recuperação, estimulando o afásico a buscar sempre a comunicação e jamais o isolamento.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Classificação de Luria</strong></h2>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>SÍNDROMES DE AFASIAS LURIANAS</strong></h3>



<p>A partir de um estudo de pacientes com distúrbios de linguagem consequentes de traumatismo cerebral, Luria em 1970 descreveu sete tipos de afasias:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>afasia motora eferente (cinética);</li>



<li>afasia dinâmica frontal;</li>



<li>afasia pré-motora;</li>



<li>afasia aferente (apraxia);</li>



<li>afasia sensorial (acústica);</li>



<li>afasia acústico-mnésica;</li>



<li>afasia semântica.</li>
</ul>



<p>Através do mapeamento dos pontos de lesão em soldados feridos, e examinando sua associação com distúrbios de fala e linguagem, Luria conseguiu estabelecer uma correlação entre as síndromes das afasias citadas acima e os territórios cerebrais lesados.</p>



<p>É importante levar em conta que Luria organizou sua classificação das afasias com base em ferimentos causados por artilharia. São necessários maiores estudos para confirmar a relevância desse sistema de classificação para os casos de acidente vascular cerebral.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Afasia Motora Eferente (cinética):</h3>



<p>Os pacientes que apresentam afasia motora eferente possuem dificuldades para traduzir os pensamentos em linguagem, embora sejam capazes de pronunciar facilmente sons isolados, não conseguem produzir esses mesmos sons como parte de uma palavra inteira.</p>



<p>Particularmente, os afásicos motores eferentes têm dificuldades em mudar de uma posição articulatória para outra, sendo assim seu distúrbio de fala é mais aparente na pronúncia de palavras multi-silábicas ou de combinações de palavras.</p>



<p>Segundo Luria, existem dois componentes essenciais da afasia motora eferente, sendo que o primeiro envolve a perda da organização seriada da fala e o segundo produz uma perturbação de fala externa. A determinação da estrutura predicativa e dos esquemas dinâmicos da produção da fala subsequente faz parte da formulação da fala interna.</p>



<p>Portanto, uma ruptura da fala interna nesses pacientes torna impossível a formulação de frases, tornando-se ausentes da fala cotidiana dos afásicos motores eferentes. Do mesmo modo, a perda da fala interna causa a ruptura do esquema dinâmico das palavras, que leva à perda do significado predicativo das palavras, e torna a articulação das palavras também impossível.</p>



<p>A afasia motora eferente também vai causar uma perturbação na escrita parecido com o distúrbio da fala. Muitos têm hemiparesia direito concomitante, associada à lesão envolvendo a região pré-motora inferior do hemisfério esquerdo.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Afasia Dinâmica Frontal:</strong></h3>



<p>Os pacientes com afasia dinâmica frontal são capazes de pronunciar palavras (repetição) e distinguir sons falados, mas têm privação da fala espontânea e raramente se utilizam da fala para se comunicar.</p>



<p>A deficiência da escrita é semelhante à da fala. Embora estes afásicos possam seguir instruções simples, a compreensão também é deficiente, bem como a leitura em voz alta. Hemiplegia e hemiparesia são comuns nesse tipo de afasia. Segundo Luria, a lesão se situa geralmente na parte inferior do lobo frontal esquerdo, imediatamente anterior à área de Broca.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Afasia Pré-Motora:</strong></h3>



<p>A afasia pré-motora é causada por lesões nas porções medial e superior da área pré-motora. Caracteriza-se pela perda da suavidade da fala, agramatismo e comprometimento da compreensão, da entonação e da perseveração.</p>



<p>Pacientes com afasia pré-motora têm uma pronúncia vagarosa de sons isolados e de palavras, fazendo longas pausas na transição de uma palavra para outra, e cada palavra é pronunciada com grande esforço. No entanto, a afasia pré-motora não é simplesmente representada por um distúrbio da fala motora, mas representa principalmente uma perturbação da fala interna. Particularmente, o paciente parece incapaz de guardar a esquematização da fala interna, o que conduz à fala hesitante e a uma redução da complexidade gramatical das frases produzidas. A linguagem oral e escrita se caracteriza por curtos fragmentos de frases. Os afásicos pré-motores têm uma fala monótona e, uma vez criados os padrões articulatórios, não conseguem suprimi-los, o que conduz à perseveração. A compreensão também está comprometida, de maneira que pode ser preciso repetir muitas vezes até que o paciente compreenda e, ainda assim, talvez só tenham entendimento parcial de uma exposição.</p>



<p>Luria sugere que o distúrbio básico nos pacientes com afasia pré-motora não é uma deficiência na capacidade de criar articulações, e sim uma perturbação na automaticidade da fala contínua em consequência da perturbação dos esquemas da fala. A maioria dos casos apresenta uma hemiparesia direita concomitante.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Afasia Aferente (apraxia):</strong></h3>



<p>O traço mais proeminente da afasia motora aferente é a incapacidade do paciente para determinar com presteza as posições dos componentes do mecanismo da fala (por exemplo, lábios e língua) necessários para articular os sons requeridos. Desse modo, um determinado som isolado pode ser articulado de maneiras diferentes, dependendo das sílabas onde ele ocorre. Essa dificuldade está presente tanto da fala espontânea como na receptiva.</p>



<p>Segundo Luria, a perturbação na fala expressiva envolve a dificuldade de encontrar os movimentos articulatórios necessários à pronúncia de sons isolados e de sequências de sons que se combinam para formar as palavras e as frases. Em outras palavras, esse distúrbio envolve uma perturbação apráxica dos órgãos da fala. Ao contrário das três síndromes de Luria associadas a lesões pré-motoras descritas acima, os aspectos da fala não estão comprometidos na afasia motora aferente. Embora nos casos graves o paciente não saiba como colocar a língua, os lábios etc., nos casos leves o paciente pode apenas confundir as posições para articulem as semelhantes, o que leva à substituição dos fonemas das palavras (por exemplo, parafrasia literal).</p>



<p>Déficit de escrita e leitura também estão presentes nesta afasia, bem como dispraxia ideomotora da musculatura faríngea, lingual e oral. Em alguns casos há ocorrência direita afetando mais o braço do que a perna. Segundo Luria, a lesão associada à afasia motora aferente está situada nas partes inferiores da área pós-central do hemisfério esquerdo (por exemplo, região parietal inferior esquerda).</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Afasia Sensorial (acústica):</strong></h3>



<p>A afasia sensorial (acústica) está associada a lesões nas partes superiores do lobo temporal. Os principais sintomas incluem perturbações da audição fonêmica, perda do significado das palavras, dificuldade de nomear objetos, presença de parafasias literal e verbal, além de problema na escrita.</p>



<p>A perturbação na audição fonêmica leva a um colapso das atividades linguísticas que requerem discriminações de sons. Essas atividades incluem o entendimento da linguagem, a nomeação de objetos e a lembrança de palavras. A dificuldade de compreender a linguagem falada (a perda do significado das palavras) decorre da perda da capacidade para discriminar entre fonemas com sons associados. Do mesmo modo, por não mais possuir um sistema de linguagem fonético diferenciado, o afásico sensorial encontra dificuldades para nomear objetos e para lembrar-se das palavras necessárias, fazendo então a substituição por fonemas e palavras incorretas (erros parafásicos). Em consequência dessa deficiência de sistema de linguagem fonêmico, estes são incapazes de monitorar sua própria fala e, portanto, não têm consciência dos seus erros. Assim, sendo, não podemos corrigi-los, de modo que sua fala se converte num jargão vazio, em que os componentes nominativos (substantivos) estão ausentes e sua produção fica reduzida a interjeições e expressões habituais. Os aspectos melódicos e a entonação da fala, porém, permanecem intactos.</p>



<p>Além da perda da audição de fonemas, o aspecto semântico da linguagem também está comprometido.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Afasia Acústico-Mnésica:</strong></h3>



<p>Lesões na parte posterior-inferior do lobo temporal provocam uma perturbação na memória audiovisual que acarreta a afasia acústico-mnésica. Pacientes com esta afasia têm dificuldades para reter palavras em série. Embora consigam reter palavras isoladas e repeti-las minutos depois, esses pacientes não conseguem reter uma série curta de palavras faladas, sendo capazes de reter apenas a primeira ou a última, na maior parte dos casos.</p>



<p>Na fase aguda, após o surgimento da condição afásica, o paciente pode apresentar dificuldade de compreender a fala de outras pessoas, mas em geral esse sintoma desaparece rapidamente. Neste caso a audição está preservada, as parafasias estão ausentes e a escrita também é mantida.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Afasia Semântica:</strong></h3>



<p>A afasia semântica é causada por lesões na região occipito-parieto-temporal do hemisfério esquerdo. O distúrbio da linguagem observado nesta condição não se baseia em déficit de audição nem em déficit de memória, mas representa uma perturbação das relações lógico-gramaticais. Esta afasia é caracterizada por uma incapacidade de sintetizar eventos isolados simultâneos em uma unidade significativa.</p>



<p>Os afásicos semânticos sofrem uma perda interna da estrutura semântica das palavras. Eles não têm dificuldade para ouvir e entender palavras isoladas e falam com fluência.</p>



<p>Sua audição fonêmica permanece intacta, e não demonstram esquecimento do significado primário das palavras. Frequentemente, a única perturbação de linguagem aparente é uma deficiência na nomeação de objetos, mas testes mais minuciosos revelam que, embora esses pacientes pareçam entender o sentido geral do discurso, são incapazes de perceber a relação gramatical entre as palavras, porque não podem ver a totalidade complexa da associação de palavras. Consequentemente, são incapazes de processar ou decodificar informações de acordo com as regras lógico-gramaticais da linguagem. Assim, embora a capacidade de entender palavras isoladas esteja preservada, os afásicos semânticos são incapazes de apreender o sentido de uma frase inteira. É comum a presença de distúrbio concomitante na orientação espacial, bem como dificuldades de computação (acalculia). A escrita apresenta perturbação similar à da fala.</p>



<p>Marque sua avaliação, converse com seu fonoaudiólogo!!</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Qualidade de Vida do Idoso</title>
		<link>https://fonoaudiologia.med.br/qualidade-de-vida-do-idoso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Thais Diniz de Carvalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Feb 2009 22:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gerontologia]]></category>
		<category><![CDATA[envelhecimento]]></category>
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					<description><![CDATA[A Fonoaudiologia atua com o paciente idoso (Fonoaudiologia Gerontológica), independente de sua idade cronológica, tem como objetivos principais: Na Fonoaudiologia Gerontológica, o fonoaudiólogo atua com eficácia nas Síndromes Demenciais onde as principais alterações clínicas são: o comprometimento da memória e outros distúrbios como: apraxia, agnosia, afasia ou alterações da função executiva, também incluem déficit de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A Fonoaudiologia atua com o paciente idoso (Fonoaudiologia Gerontológica), independente de sua idade cronológica, tem como objetivos principais:</p>



<ol class="wp-block-list"></ol>



<ol class="wp-block-list">
<li>Diagnosticar alterações auditivas (perda de audição progressiva e sua associação a possíveis patologias existentes), vestibulares (tontura, vertigem, desequilíbrio corporal);</li>



<li>intervir nos distúrbios da comunicação (Fala, leitura e escrita com prejuízos após alterações neurológicas);</li>



<li>Reequilibrar alterações mio funcionais (Mastigação, deglutição, respiração );</li>



<li>Evitar possíveis danos nos processos fonatórios e cognitivos (Doenças degenerativas/ manutenção da qualidade de vida);</li>



<li>Facilitar o retorno á alimentação por via oral, visando a reabilitação dos órgãos envolvidos com a aparelhagem fonatória, quando paciente está fazendo uso de sonda;</li>



<li>Diminuir ou evitar o uso de sondas enterais;</li>



<li>Evitar internação ou reinternação por recorrência ou ocorrência de pneumonia aspirativa, como por exemplo.</li>
</ol>



<p>Na Fonoaudiologia Gerontológica, o fonoaudiólogo atua com eficácia nas Síndromes Demenciais onde as principais alterações clínicas são: o comprometimento da memória e outros distúrbios como: apraxia, agnosia, afasia ou alterações da função executiva, também incluem déficit de atenção e concentração, alterações do comportamento e sinais psiquiátricos. Algumas formas de demências acontecem na doença de Alzheimer, doença de Pick, distúrbios degenerativos subcorticais, demências vasculares, neoplásicas, traumáticas, inflamatórias, tóxicas e metabólicas, doenças mielínicas associadas às demências. O tratamento fonoaudiológico tem como objetivo: Preservar, manter e desenvolver a independência emocional, física e social do paciente (qualidade de vida);</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Favorecer atitudes que encorajem a individualidade do paciente com o adulto, sua dignidade, seu autorrespeito e sua capacidade de escolha;</li>



<li>Buscar a adequação comportamental e o alívio do stress do paciente, dos familiares e cuidadores;</li>



<li>Estimular a interação e aspectos de comunicação social;</li>



<li>Promover um ambiente adequado para a realização das suas rotinas diárias;</li>



<li>Melhorar a qualidade de vida em geral do idoso.</li>
</ul>
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			</item>
		<item>
		<title>Tontura corporal, Vertigem e o Envelhecimento</title>
		<link>https://fonoaudiologia.med.br/tontura-corporal-vertigem-e-o-envelhecimento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Thais Diniz de Carvalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Dec 2008 21:57:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Audição]]></category>
		<category><![CDATA[envelhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[tontura]]></category>
		<category><![CDATA[vertigem]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://fonoepsi.com.br/?p=72</guid>

					<description><![CDATA[A expectativa de vida humana aumentou de 50 para 74,5 anos desde o início do século passado. Acompanhando esse crescimento, o Brasil possui uma população idosa cada vez maior devido às melhorias de condições da saúde pública e os avanços da medicina. O Brasil é considerado o 6º país no mundo em número de idosos, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A expectativa de vida humana aumentou de 50 para 74,5 anos desde o início do século passado. Acompanhando esse crescimento, o Brasil possui uma população idosa cada vez maior devido às melhorias de condições da saúde pública e os avanços da medicina. O Brasil é considerado o 6º país no mundo em número de idosos, em torno de 32 milhões, de acordo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo a OMS, em 2025 serão dois bilhões de pessoas com mais de 60 anos em todo o mundo (Jornal Gazeta do Povo, 2004).</p>



<p>O envelhecimento populacional é um processo natural, manifesta-se por um declínio das funções de diversos órgãos que caracteristicamente tende a linear em função do tempo, não se conseguindo definir um ponto exato de transição, como nas demais fases. Tem início relativamente precoce, ao final da segunda década de vida, até que surjam, no final da terceira década, as primeiras alterações funcionais e/ou estruturais atribuídas ao envelhecimento (Guccione, 2002).</p>



<p>Sabe-se que o envelhecimento diminui a vitalidade favorecendo o aparecimento de doenças, sendo as mais prevalentes as alterações de origem vestibular, sensoriais, disfunções cerebrovasculares, cardiovasculares, doenças metabólicas, alterações cervicais, neurológicas (nas doenças degenerativas as síndromes demenciais são as mais evidentes), doenças ósseas, e outras (Nadol e Schuknecht, 1989; Zeigelboim et al., 2001).</p>



<p>O equilíbrio corporal depende da integridade do sistema vestibular (labirinto, nervo vestibulococlear, núcleos, vias e inter-relações no sistema nervoso central), do sistema somatossensorial (receptores sensoriais localizados em tendões, músculos e articulações) e da visão. O labirinto é responsável pelo equilíbrio e posição do corpo no espaço. Tonturas e/ou desequilíbrio surgem quando algo interfere no funcionamento normal do sistema de equilíbrio corporal podendo ser de origem periférica e/ou central (Jurkiewicz et al., 2002).</p>



<p>O envelhecimento compromete a funcionalidade do sistema nervoso central em realizar o processamento dos sinais vestibulares, visuais e proprioceptivos, responsáveis pela manutenção do equilíbrio corporal, bem como diminui a capacidade de modificação dos reflexos adaptativos (Nadol e Schuknecht, 1989).</p>



<p>Com relação às queixas auditivas e vestibulares observa-se uma maior ocorrência do zumbido, da hipoacusia, da vertigem postural e do equilíbrio. Essas queixas também foram evidenciadas por Gushikem (2001). Existe um consenso na literatura de que a ocorrência destes sintomas é considerada freqüente na população geriátrica. Observa-se nesta população um aumento crescente dos distúrbios das funções sensoriais, da integração das informações periféricas e centrais, bem como a senescência dos sistemas neuromusculares e da função esquelética (Simoceli et al., 2003).</p>



<p>Os exercícios de RV visam melhorar a interação vestibulovisual durante a movimentação cefálica, ampliar a estabilidade postural estática e dinâmica nas condições que produzem informações sensoriais conflitantes e diminuir a sensibilidade individual à movimentação cefálica (Ganança e Ganança, 2001; Rezende et al., 2003). A RV pode promover a cura completa em 30% dos casos e diferentes graus de melhora em 85% dos indivíduos (Ganança e Ganança, 2001). É importante ressaltar que esse problema atinge um número significativo de idosos, que vem aumentando gradativamente em todo o mundo. Sendo a tontura um dos sintomas sensoriais de maior incidência nos idosos, o objetivo desta pesquisa foi verificar os benefícios dos exercícios de RV por meio da avaliação pré e pós-aplicação do questionário Dizziness Handicap Inventory (DHI) &#8211; adaptação brasileira.</p>



<p>A ocorrência de alterações auditivas e vestibulares na população geriátrica justifica a realização sistemática da avaliação otoneurológica. O sucesso do tratamento da reabilitação labiríntica necessita da cooperação do paciente e de sua participação de forma ativa, causando um efeito psicológico positivo com a recuperação da segurança física e psíquica e conseqüente melhora da qualidade de vida.</p>



<p><em>Caso tenha se identificado com esse artigo, procure seu fonoaudiólogo!!</em></p>



<p>Referências Bibliográficas</p>



<p>GANANÇA, F. F.; GANANÇA, C. F. Reabilitação vestibular: princípios e técnicas. In: GANANÇA, M. M.; MUNHOZ, L. S. M.; CAOVILLA, H. H.; SILVA, M. L. G. Estratégias terapêuticas em otoneurologia. São Paulo: Atheneu, 2001. p. 33-54. [ <a href="javascript:void(0);">Links</a> ]</p>



<p>GUCCIONE, A. A. Fisioterapia geriátrica. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002. [ <a href="javascript:void(0);">Links</a> ]</p>



<p>GUSHIKEM, P. Avaliação otoneurológica em idosos com tontura. 2001. 84 f. Tese (Mestrado em Distúrbios da Comunicação Humana) – Departamento de Otorrinolaringologia e Distúrbios da Comunicação Humana da Universidade Federal de São Paulo, São Paulo. [ <a href="javascript:void(0);">Links</a> ]</p>



<p>HAIN. T. C.; RAMASWAMY, T. S.; HILLMAN, M. A. Anatomia e fisiologia do sistema vestibular normal. In: HERDMAN, S. J. Reabilitação vestibular. 2. ed. São Paulo: Manole, 2002. p. 3-24. [ <a href="javascript:void(0);">Links</a> ]</p>



<p>JACOBSON, G. P.; NEWMAN, C. W. The development of the dizziness handicap inventory. Arch. Otolaryngol. Head. Neck. Surg., Chicago, v. 152, n. 6, p. 386-391, apr., 1990. [ <a href="javascript:void(0);">Links</a> ]</p>



<p>JAUHAR, S. Life out of balance. New York Mag., New York, v. 6, p. 1-7, dec. 2001. [ <a href="javascript:void(0);">Links</a> ]</p>



<p>JORNAL GAZETA DO POVO. O crescimento da população idosa no Brasil. JORNAL GAZETA DO POVO. Curitiba. Saúde. Disponível em: &lt;<a href="http://www.gazetadopovo.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">http://www.gazetadopovo.com.br</a>&gt; Acesso em: 28 mar. 2005. [ <a href="javascript:void(0);">Links</a> ]</p>



<p>JURKIEWICZ, A. L.; ZEIGELBOIM, B. S.; MANGABEIRA-ALBERNAZ, P. L. Alterações vestibulares em processos infecciosos do sistema nervoso central. Dist. Comun., São Paulo, v. 14, n. 1, p. 27-48, dez. 2002. [ <a href="javascript:void(0);">Links</a> ]</p>



<p>NADOL, J. B.; SCHUKNECHT, H. J. The pathology of peripheral vestibular disorders in the elderly. Ear. Nose. Throat. J., New York, v. 68, n. 12, p. 930-934, mar., 1989. [ <a href="javascript:void(0);">Links</a> ]</p>



<p>O&#8217;REILLY, R. C.; ELFORD, B.; SLATER, R. Efectiveness of particle repositioning maneuvers in subtypes of benign paroxysmal positional vertigo. Laryngosc., St. Louis, v. 110, n. 8, p. 1385-1388, aug. 2000. [ <a href="javascript:void(0);">Links</a> ]</p>



<p>REZENDE, C.R.; TAGUCHI, C.K.; ALMEIDA, J.G. et al.</p>



<p>SIMOCELI, L.; BITTAR, R.M.S.; BOTTINO, M.A.; BENTO, R.F. Perfil diagnóstico do idoso portador de desequilíbrio corporal: resultados preliminares. R. Bras. Otorrinolaringol., São Paulo, v. 69, n. 6, p. 772-777, nov-dez., 2003. [ <a href="javascript:void(0);">Links</a> ]</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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