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Dislexia: Ter ou não ter - Eis a questão! PDF Imprimir E-mail
Escrito por Dra. Thais   

A dislexia não é o resultado de má alfabetização, métodos de ensino inadequados, desatenção, desmotivação, problemas psicológicos gerados por uma situação, condição sócio-econômica ou baixa inteligência. Ela é uma condição hereditária com alterações genéticas, apresentando ainda alterações no padrão neurológico.

Como a dislexia é genética e hereditária, se a criança possuir pais ou outros parentes disléxicos quanto mais cedo for realizado o diagnóstico melhor para os pais,por receberem informações sobre o caso; à escola para adotar a melhor conduta e saber conviver melhor com o problema e à própria criança.

Se a criança  apresentar alguns ou vários dos sintomas a seguir, é necessário um diagnóstico e acompanhamento adequado, para que possa prosseguir seus estudos junto com os demais colegas e tenha menos prejuízo emocional e escolar

Abaixo, alguns indícios que poderão chamara atenção para o quadro da dislexia:

  • Pobre conhecimento de rima (sons iguais no final das palavras) e aliteração (sons iguais no início das palavras);
  • Dificuldade na aquisição e automação da leitura e escrita;
    Desatenção e dispersão;
  • Dificuldade em copiar de livros e da lousa;
    Dificuldade na coordenação motora fina (desenhos, pintura) e/ou grossa (ginástica,dança,etc.);
  • Desorganização geral, podemos citar os constantes atrasos na entrega de trabalhos escolares e perda de materiais escolares;
  • Confusão entre esquerda e direita;
  • Dificuldade em manusear mapas, dicionários, listas telefônicas;
  • Vocabulário pobre, com sentenças curtas e imaturas ou sentenças longas e vagas;
  • Dificuldade na memória de curto prazo, como instruções, recados;
  • Dificuldades em decorar seqüências, como meses do ano, alfabeto, tabuada;
  • Dificuldade na matemática e desenho geométrico;
  • Dificuldade em nomear objetos e pessoas (disnomias)
  • Dificuldade na aprendizagem de uma segunda língua;
  • Problemas de conduta como: depressão, timidez excessiva ou o ‘’palhaço’’ da turma;
  • Bom desempenho em provas orais.

O diagnóstico e o tratamento envolvem uma equipe formada em sua base por: Neurologistas, fonoaudiólogos, geneticistas, psicólogos, psicopedagogos; dentre outros.

Já na pré-escola já é possível à observação de indícios que nos direcionem a existência da dislexia. Portanto, o diagnóstico preciso e com certeza, apenas na fase escolar.