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Fases da atuação fonoaudiológica frente ao trabalho do buco maxila.. PDF Imprimir E-mail
Escrito por Dra. Thais   

       A atuação fonoaudiológica nos casos de cirurgia ortognática pode ser delimitada em três fases principais. Para efeito didático, separamos as fases e explicamos cada caso a seguir: 

       Se o paciente é encaminhado antes da cirurgia, além da avaliação, o fonoaudiólogo pode realizar algumas orientações prévias que serão úteis ao paciente, inclusive durante o bloqueio inter-maxilar tais como: dieta alimentar, higiene bucal e relaxamentos da região facial e cervical, geralmente tensionadas pelo desconforto do bloqueio. Tais orientações são normalmente efetuadas pelo cirurgião. Em equipes interdisciplinares estas orientações tem sido realizadas pelo fonoaudiólogo. Isto tem possibilitado que o paciente possa expor suas dúvidas e ansiedades uma vez que os encontros com o fonoaudiólogo são sistemáticos criando inclusive um maior vínculo entre o terapeuta e o paciente.

        Caso o encaminhamento seja feito pouco tempo após a liberação do bloqueio, o trabalho fonoaudiológico inicia-se direcionando as adaptações que vão ocorrendo espontaneamente. Nestes casos a redução da amplitude de movimentos mandibulares e da força mastigatória ainda podem ser observadas. A musculatura deve ser analisada cuidadosamente devido a possibilidade de edemas ainda presentes. Nesta fase, a evolução é rápida e os padrões funcionais adequados à nova forma são direcionados através da sistematização de seu uso, dentro dos limites da recuperação de cada paciente. Caso sejam necessários, apenas exercícios de mobilidade e tonicidade de língua podem ser utilizados.

         Uma terceira opção é o encaminhamento tardio do paciente. Este normalmente ocorre por alguma característica de recidiva ou à apresentação de funções atípicas. A situação de recidiva deve ser observada também com relação aos aspectos ortodônticos e possíveis limitações cirúrgicas, já que nem sempre são de causa unicamente funcional. Existindo realmente situações atípicas, estas são mais difíceis de serem trabalhadas tardiamente, uma vez que este novo padrão inadequado encontra-se agora internalizado.

       Após o exame fonoaudiológico, a terapia fonoaudiológica costuma ser indicada ao se constatar a manutenção de padrões adaptativos prévios que não são mais condizentes à nova forma, ou quando existam dificuldades referentes à estabilidade de respiração e vedamento labial, de mastigação, deglutição e articulação da fala, devido a presença de alterações neuro-musculares.

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